10/07/2005
Assim [não] se investe em Educação
Portugal corre o risco de ser excluído do programa Tech to the Future financiado pela Intel. De acordo com a edição do Expresso de sábado, uma fonte da companhia americana manifesta estranheza face à ausência de resposta do Governo para avançar com este projecto que "tinha sido assinado pelo ex-ministro da Educação David Justino"
08/07/2005
Uma boa notícia
Mais protestos
Regimes especiais na Função Pública
07/07/2005
Mais horas?
06/07/2005
Desdobramento de Turmas
Educação e Formação de adultos
05/07/2005
Atenção desempregados:
Desterrados
Greve? LISTA NEGRA, JÁ!
04/07/2005
Professores e Turismo
Seria talvez conveniente fazer notar que para que a oferta seja qualificada é necessário, precisamente, proceder à sua qualificação. E essa qualificação faz-se, ao nível do pessoal, através da formação profissional.
Queria eu saber como pode o país ter um sistema de formação profissional completamente desestruturado e, mesmo assim, clamar pela necessidade "imperiosa" de qualificar as nossas capacidades económicas.
Estou certo que os milhares de profissionais de educação e formação desempregados ou em situação instável não se importariam, num gesto patriótico, de dar uma ajuda para essa qualificação. Não será?
02/07/2005
O País do Sol Egoísta.
Porque nenhum país pode ser pátria se o sol trata uns com carinho e outros com desprezo!
Porque nenhum país pode ir mais longe se o sol quando nasce não é para todos...
Não termino esta história hoje...talvez porque aínda tenha uma pequena réstia de esperança que um dia o meu país vá dar a volta por cima e tornar-se na "potência mundial" que merece!!
Hoje o fim seria obrigatoriamente triste, e para tristes já chegam os meus dias, por isso terminarei um dia, quem sabe...quando os contratados não forem olhados e tratados como necessidades não permanentes e quando eu, que sou contratado há 11 anos, já tiver o meu lugar ao sol e já não houver zonas semi-obscuras no meu país!!
União
Recuemos um ano: "Um país com um milhão de analfabetos não se pode dar ao luxo de ter cerca de 30 mil professores e educadores não colocados, e vários milhares em situação de enorme precariedade", Pode ? Recuemos um ano : O número de professores desempregados poderá chegar aos 40 mil no início do próximo ano lectivo Chegou ? frases retiradas do Sindicato de Professores da Região Centro. Este ano, 2005, Grupos sem entrada para o quadro : grupo 4 -zero vagas ; grupo 9 - zero vagas ; grupo 14 - zero vagas ; grupo 22 - zero vagas ; grupo 23 - zero vagas ; grupo- 29 - zero vagas ; grupo 33 - zero vagas ; grupo 34 - zero vagas ; grupo 36 - zero vagas. Alguêm acredita nestas zero vagas ou ACREDITA ANTES QUE O NOSSO ESTADO RESERVA ESTAS VAGAS PARA OS "reles contratados", pois assim paga-lhes menos e sabe que têm menos poder reivindicativo junto das organizações que os podem representar (sindicatos) . Não estará chegada a hora de união entre professores sem quadro e com quadro, para tornar um ensino melhor. Se assim não for eu continuarei a ser aquilo que o estado chama há onze anos, repito, onze anos, uma necessidade não permanente !!!! Uma necessidade não permanente há onze anos?!?!?!Eu acho que chegou a hora! E tu?
Incapacitados nos museus
Mas já que se fala de medidas de requalificação profissional, cá ficamos à espera de medidas sérias para fazer o mesmo relativamente aos contratados, desempregados e licenciados que se meteram nesta alhada. Ainda que o sonho de todos seja exercer funções docentes, digo eu que sempre é melhor ter um emprego do que não ter nenhum. Digo eu...
A verdade do ensino
"É inquestionável que os professores sofrem as consequências da crise global que afecta todo o sistema de ensino e que tem como causa próxima as políticas educativas seguidas nos últimos anos, em Portugal e em todo o mundo ocidental. Como escreveu António Teodoro - em local e momento que não sei precisar -, «os professores acrescentaram à sua função tradicional de transmissores de conhecimentos a de animadores culturais, de assistentes sociais, de responsáveis administrativos e políticos.
Esta concepção multifuncional dos professores traduziu-se num factor de perturbação, transformando os professores em verdadeiras criadas para todo o serviço». Esta concepção aliada a valores que invadiram a escola e que transformam o trabalho docente. em nome do sucesso educativo, numa «taylorização camuflada» criaram uma evidente crise de identidade, de gosto e de prazer pelo exercício da profissão. O que existe é insegurança, desconforto e mal-estar.O professor viu desvalorizados os
conteúdos culturais e formativos das respectivas disciplinas, a primeira razão de ser da sua profissão, em nome de um pedagogismo falacioso, e caiu no logro de passar «a viver» a escola. Que se traduziu em passar lá mais tempo a fazer um pouco de tudo e a ensinar cada vez pior. Como se isto não fosse já suficiente, viu as suas condições de trabalho piorarem, o seu sistema remuneratório ser progressivamente desvalorizado, as escolas serem transformadas em locais de violência, e alunos, pais e administração a exigirem-lhe cada vez mais, quando não a responsabilizá-lo por as coisas não correrem bem. «O professor mal pago, isolado, denegrido e humilhado, quer pelos alunos, quer pela hierarquia interiorizou esta sua condição e despreza o seu próprio trabalho»12. E contrariado, é obrigado a participar em infindáveis reuniões para tudo e para nada. A fazer actas.A fazer planificações (a longo, médio e curto
prazo) que quase sempre se transformam em meras idealizações que a prática concreta não confirma. A definir objectivos, os quais têm que ser gerais e específicos e obedecera uma nomenclatura especializadíssima. A fazer avaliações as quais deverão ser formativas, sumativas e globais. A fazer matrículas. A organizar as turmas. A
contabilizar as faltas dos alunos. A preencher pautas, fichas, parâmetros e outras papeladas. A elaborar horários. A decorar a escola. A pintar campos de jogos. A fixar cabides em balneários. A recuperar material. A organizar o inventário. A receber os pais. A dar mais atenção aos filhos dos outros que os próprios pais lhes dão. E finalmente, também, a dar aulas. E aqui, a dispor de estratégias de remediação para
tudo, em nome, de uma eventual «ciência» educativa. Ou seja, a dar valor e importância a aspectos secundários e em alguns casos dispensáveis da acção docente e a se não dedicar ao essencial: a matéria de ensinar. não dedicar ao essencial: a matéria de ensino e o acto pedagógico. A extensão e a consequência desta situação está à vista de todos: transformados em «pau para toda a obra» têm do exercício da profissão uma imagem que não está apenas desvalorizada aos «olhos dos outros»: ela
está também instalada no seio dos professores. Basta para tanto que os oiçamos. E se possível, contabilizemos, quantos não mudariam rapidamente de profissão se acaso a oportunidade surgissel3. E quantos outros, não encontram em outras actividades profissionais exteriores à Escola, a compensação profissional que aquela lhe não oferece. Esta crise é geral, e afecta naturalmente e também os professores de Educação Física. E estes, tais como os restantes, são chamados a lutar pela alteração deste estado de coisas. Desde logo, recusando a funcionalização dás suas tarefas profissionais. Mas igualmente revalorizando o essencial das suas profissões: as matérias que têm para ensinar.
A Ministra disse...
De resto, anunciou aquilo que parece ser a fusão dos Quadros de Escola e Quadro de Zona num único critério de ordenação. Sobre contratados e desempregados, nada mais há a registar, motivo pelo qual apenas posso recomendar este link, com uma reflexão muito bem conseguida disponibilizada por f..., participante do fórum Educare.