Os estabelecimentos de ensino particular enfrentam um dilema: se não podem atribuir as horas sobrantes (4, 6, 8, ...) a um professor acumulador irão ser obrigados a fazer contrato com um professor não-acumulador que após x contratos (ainda serão 3 ou já serão os 7 do novo código... ajudem este ignorante!!!) terá que ser vinculado aos quadros dessa escola. Isso sem nunca ter tido um horário completo. A alternativa que se perfila é a de levarem um chuto e serem substituídos por outro professor não-acumulador...
28/07/2005
Mais um efeito colateral
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Rui Areal
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7/28/2005 09:57:00 da manhã
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27/07/2005
Fim das acumulações - mas não para todos
O Público de hoje traz uma notícia sobre o fim das acumulações. Cá vai o mais relevante da notícia:
Os educadores de infância e professores do básico e secundário que queiram dar aulas em vários estabelecimentos de ensino poderão continuar a fazê-lo, mas até um limite máximo de seis horas por semana a mais em relação ao seu horário lectivo principal. O limite actual é de dez.
Se quiserem acumular as funções docentes que desempenham com o exercício de actividades de formação profissional em centros do Instituto de Emprego, o limite fica-se nas quatro horas lectivas. E quanto a explicações fica claro que um professor nunca poderá cobrar um serviço deste tipo a um aluno da sua turma, da sua escola ou sequer do agrupamento em que o estabelecimento de ensino está integrado.
Os professores que dão aulas no ensino público não podem acumular essa actividade com outras de conteúdo semelhante, como a "prestação de serviços especializados do apoio e complemento educativo, de orientação pedagógica ou de apoio sócio-educativo e educação especial", se estas se dirigirem aos alunos do agrupamento ou da escola onde exercem o seu trabalho principal. É o caso, por exemplo, das explicações.
Na lista dos impedimentos o projecto de diploma acrescenta mais duas situações em que não são permitidas acumulações. É o caso dos professores que invocam motivos de doença para ser destacados noutras escolas (por condições específicas).
Os docentes também não podem prestar "actividades de consultadoria, assessoria, marketing ou vendas em empresas fabricantes, distribuidoras ou revendedoras de material didáctico ou outros recursos educativos, incluindo editores ou livreiros de manuais escolares, e em associações representativas do respectivo sector".
Os educadores de infância e professores do básico e secundário que queiram dar aulas em vários estabelecimentos de ensino poderão continuar a fazê-lo, mas até um limite máximo de seis horas por semana a mais em relação ao seu horário lectivo principal. O limite actual é de dez.
Se quiserem acumular as funções docentes que desempenham com o exercício de actividades de formação profissional em centros do Instituto de Emprego, o limite fica-se nas quatro horas lectivas. E quanto a explicações fica claro que um professor nunca poderá cobrar um serviço deste tipo a um aluno da sua turma, da sua escola ou sequer do agrupamento em que o estabelecimento de ensino está integrado.
Os professores que dão aulas no ensino público não podem acumular essa actividade com outras de conteúdo semelhante, como a "prestação de serviços especializados do apoio e complemento educativo, de orientação pedagógica ou de apoio sócio-educativo e educação especial", se estas se dirigirem aos alunos do agrupamento ou da escola onde exercem o seu trabalho principal. É o caso, por exemplo, das explicações.
Na lista dos impedimentos o projecto de diploma acrescenta mais duas situações em que não são permitidas acumulações. É o caso dos professores que invocam motivos de doença para ser destacados noutras escolas (por condições específicas).
Os docentes também não podem prestar "actividades de consultadoria, assessoria, marketing ou vendas em empresas fabricantes, distribuidoras ou revendedoras de material didáctico ou outros recursos educativos, incluindo editores ou livreiros de manuais escolares, e em associações representativas do respectivo sector".
26/07/2005
Portugal tem falta de licenciados
Fonte: Rádio Renascença Online
26-07-2005/22:27:00
Os dados do Relatório Números Chave para a Educação na Europa 2005, realizado em 30 países revelam que Portugal é o país com menos percentagem de pessoas que concluíram a licenciatura.
Ao contrário do que muitos pensam, Portugal não é um país de "doutores e engenheiros", já que apenas 15 % dos portugueses entre os 30 e os 34 anos concluíram um curso superior.
Números baixos se pensarmos que na maioria dos países europeus, uma em cada três pessoas é licenciada, como é o caso da França e de Espanha.
Entre os 20 e os 24 anos, mais de 55 % cento dos portugueses não apresentam habilitações que permitam o ingresso no Ensino Superior.
Segundo este estudo, 20 % dos jovens que abandonam a escola entre os 15 e os 24 anos estão no desemprego.
O emprego é também um dos principais problemas dos jovens licenciados, pois apenas metade jovens licenciados entre os 25 e 34 anos encontra um emprego dentro da área de formação.
Este estudo revela ainda, que nas escolas portuguesas 60 % dos computadores estão ligados à Internet, um valor baixo que só é batido pela Eslováquia. Nas escolas portuguesas há um computador para cada 16 alunos, a média europeia é de um para 10.
O número de alunos no Ensino Superior subiu dois por cento entre 1998 e 2002, e, seguindo a tendência dos últimos anos, há mais mulheres no Ensino Superior do que homens.
Uma hipótese académica
Uma vez que muita gente parece ainda não ter entendido o que se passa, cá vai uma (possível) explicação.
os "antigos" horários tinham 22 h , das quais em alguns/muitos apenas 15h correspondiam à componente lectiva. Por exemplo, o titular do horário poderia ter 5 turmas com 3h/semana (15 tempos lectivos) mais 2h de redução por idade,3 horas na sala de estudo e 2h como director de turma.
AGORA, o mesmo professor terá as 3h de sala de estudo marcadas como componente não lectiva, o que significa que terá de passar a ter 6 turmas com 3h/semana. Isso significa que, nessa escola, passará a haver MENOS uma turma para atribuir a um horário de contratação.
Logo, um eventual horário para contratação de 10h seria reduzido a 7h SE esse for o único prof a ceder horas, o que dificilmente será o caso. É que na maior parte dos casos todos os professores perdem uma, duas ou três horas - horas essas que se se reflectem nos horários para contratação.
Claro que a situação será mais crítica, a meu ver, nos grupos que tradicionalmente têm mais cargos e tarefas distribuídos.
os "antigos" horários tinham 22 h , das quais em alguns/muitos apenas 15h correspondiam à componente lectiva. Por exemplo, o titular do horário poderia ter 5 turmas com 3h/semana (15 tempos lectivos) mais 2h de redução por idade,3 horas na sala de estudo e 2h como director de turma.
AGORA, o mesmo professor terá as 3h de sala de estudo marcadas como componente não lectiva, o que significa que terá de passar a ter 6 turmas com 3h/semana. Isso significa que, nessa escola, passará a haver MENOS uma turma para atribuir a um horário de contratação.
Logo, um eventual horário para contratação de 10h seria reduzido a 7h SE esse for o único prof a ceder horas, o que dificilmente será o caso. É que na maior parte dos casos todos os professores perdem uma, duas ou três horas - horas essas que se se reflectem nos horários para contratação.
Claro que a situação será mais crítica, a meu ver, nos grupos que tradicionalmente têm mais cargos e tarefas distribuídos.
23/07/2005
18/07/2005
A propósito das negativas a matemática...
... não seria desaconselhável que os nossos alunos ouvissem um conselho de um campeão. Poderão encontrá-lo num pequeno vídeo (Lance on Riding - é o terceiro a contar da esquerda) em que Lance Armstrong «dá» um conselho para quem quer fazer qualquer coisa de forma eficaz e duradoura. Exactamente o que devem fazer os nossos alunos a matemática. Obviamente ele pensa em primeiro lugar no desporto, mas a matemática é um desporto também. Da mente, é claro, mas é um desporto. Tal como a Filosofia, etc.
É esta mentalidade que nos falta. E esta conversa da mentalidade é pertinente. Não é uma desculpa de quem não sabe encontrar causas. Sei que, como é um argumento demasiado geral, serve quase sempre de máscara para a falta de medidas particulares (aqui, ali e acolá) dos responsáveis. Mas pequenos passos «consistentes» tem mais resultados (nessa «mudança de vontades») do que grandes reformas fracturantes. Mas não dão votos... e a culpa continua a ser da mentalidade. Da dos políticos que assim reproduzem outros iguais a si que lhes seguirão os passos.
É preciso interromper este ciclo.
Está também nas nossas mãos.
É preciso interromper este ciclo.
Está também nas nossas mãos.
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Rui Areal
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7/18/2005 11:56:00 da tarde
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Tenebroso
Não é possível fazer muitos comentários. Cada um que leia e retire de lá as respectivas conclusões. Há QE's e QZP's que vão perder a vontade de continuarem a ser professores. Os contratados ...
17/07/2005
O que diz o Presidente
O Senhor Presidente da República afirmou há não muito tempo que os professores finlandeses trabalham NA ESCOLA 50 horas por semana. Esqueceu-se talvez de referir que os professores finlandeses ganham 2300 euros por mês; que as escola têm boas instalações e equipamentos; que o ensino é gratuito, desde o básico até ao universitário; e, já agora, não seria de mau tom corrigir aquela coisa das 50 horas, que afinal são só 37.
Carta Aberta ao Primeiro Ministro
Por ser longo, coloco este post sob a forma de comentário. Tenho pena de não ter lido isto quando saiu no Público. Serve este texto para desmentir a tal mentira que, repetida até à exaustão, nos leva a pensar que é mesmo verdade: a de que em Portugal há um número exagerado de funcionários públicos. Eu mesmo o disse, neste blog; e alguém me chamou a atenção para o facto de não ser bem assim. Pois é, meus caros: os funcionários públicos são poucos, muito poucos, mas querem fazer-nos crer que é na despesa com os funcinários públicos que é preciso cortar. Afinal, muitos andam a mentir...
15/07/2005
Expliquem-me isto, pf
Já reparam nas vagas dos cursos de ensino (nos nossos cursos)? No meu (!) continuam a entrar 80 desgraçados destinados ao desemprego ou a reconversões alinhavadas em cima do joelho. Mostrem-me uma razão para continuarem a existir tantas vagas em cursos que a sociedade não aproveita (porque já não precisa!), e nas medicinas (em todos os cursos) existem este ano apenas mais 285 vagas, quando a sociedade necessita de muitos mais enfermeiros, médicos, técnicos de saúde de diversa ordem,...
Por falar nisso: será a falta de Ordem?
(P.S. Não argumentem com a liberdade de cada um escolher o curso que quiser, mesmo sabendo que não tem saída profissional. Nesse caso, não deveria haver numerus clausus - é assim que se diz? - em nenhum curso. Quantas pessoas com vocação para tal são impedidas de ser médicas? Respeitar a liberdade de escolha implica abrir todos os cursos...)
Por falar nisso: será a falta de Ordem?
(P.S. Não argumentem com a liberdade de cada um escolher o curso que quiser, mesmo sabendo que não tem saída profissional. Nesse caso, não deveria haver numerus clausus - é assim que se diz? - em nenhum curso. Quantas pessoas com vocação para tal são impedidas de ser médicas? Respeitar a liberdade de escolha implica abrir todos os cursos...)
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Rui Areal
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7/15/2005 09:50:00 da tarde
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14/07/2005
Aos contatados e desempregados deste país
Das duas uma: ou levantamos a cabeça e vamos à luta ou mais vale fazer como os ratos - fugir antes que o barco afunde. Portanto, é hora de nos unirmos e fazer ouvir a nossa voz. Quem está comigo?
Notícia DN: DN_ONLINE Escolas vão definir tarefas de docentes fora da sala de aula
Notícia DN:Escolas vão definir tarefas de docentes fora da sala de aula
Já não há quem nos defenda? A FNE é um sindicato ou uma associação de socorros mútuos?
Correio dos leitores: A opinião pública
“Toda a minha gente” opina sobre o ensino sem, no entanto, saber minimamente a “legislação” que rege o sistema, de modo que o resultado é a acusação fácil sobre os professores. Em 1997 (penso estar certa), um “responsável”, na altura, do ME disse-me "preto no branco", a propósito de não dever haver retenção em anos não terminais de ciclo: " Os alunos, só com a presença, adquirem muito mais valias do que os professores pensam." (aparte: até compreendo o que foi dito e até o aceitaria, se as escolas estivessem devidamente equipadas e preparadas para as consequências que advêm daquela afirmação). Claro que, depois, quando se fazem exames, as questões não recaem sobre essas mais valias! Outra questão que parece ser sistematicamente esquecida (para não dizer que "esquece muito a quem não sabe") por quem opina é a dos critérios de avaliação. A contrapor a um exame, um professor avalia um aluno de acordo com, em média, no Ensino Básico, 9 (NOVE) parâmetros de avaliação, entre os quais se encontram a “assiduidade”, “pontualidade”, “relações interpessoais”e “comportamento” – ora, em alguns casos, e de acordo com os critérios da escola, um aluno transitará ou será sempre aprovado, bastando ter 100% nesses parâmetros. Há uns anos (poucos) muito se comentou, neste país, o facto de haver uma escola que tinha tido 100% de sucesso. Vá lá que ainda houve uma ex-governante que teve a decência de lembrar os critérios de avaliação mas, como os jornalistas não faziam ideia do que ela estava a dizer, o que ficou na opinião pública foi o “sucesso”! Ora, a “coisa” era simples: 50% para “Valores e Atitudes” – pois, colegas, era praticamente impossível que um aluno não tivesse sucesso!!! Temos levado ao longo dos anos com verdadeiras lavagens ao cérebro, cujo único objectivo é criar uma imagem de sucesso, tendo-se tornado quase obrigatória a aprovação dos alunos, digam os governantes o que disserem e sobretudo passem o que passarem para a opinião pública. A verdade é que a conversa de que todas as aprendizagens eram passíveis de se realizar pelo lúdico, entre outras “pérolas”, como a que uma vez me disseram, na altura do lançamento de uma reforma (perdoem mas já não sei qual), a propósito do desenvolvimento da expressão escrita… sic “ Importa que os alunos escrevam muito"; não, nem sequer é necessário corrigir tudo isso. O que interessa é a quantidade e não a qualidade. De vez em quando, o professor pega num dos textos lê e comenta”(!), foi criando, ao longo de gerações, a noção de facilitismo. Até nos exames de 12º… é engraçado que, há não muito tempo, foi feita uma reclassificação de exames, porque se chegou à conclusão de que um determinado grupo de alunos tinha tido uma classificação muito abaixo da média – acho bem! Só não entendo é porque acontecendo o mesmo, mas relativamente a classificações muito acima da média, o mesmo não se faça! Também acho bem…apenas constato a diferença de atitudes.
A grande maioria dos alunos não trabalha, não estuda e nem a visitas de estudo (mesmo que sejam mais passeio, como uma ida ao Jardim Zoológico, Zoo Marine ou afins) quer ir! Estratégias como pintar, desenhar já são consideradas uma “seca” …comentário mais ouvido: “ ’borrece-me!”. Gosto do que faço, mas confesso que estou cansada, muito cansada, de ouvir uma contínua desconsideração pelos professores e o mais triste é verificar que a desconsideração começa na tutela. Sei que se disse, e estou a falar do presente (!), que se sabia que havia professores que trabalhavam muito para além das 35 h, mas que também havia muitos que não trabalhavam. Resultado: apliquem-se as medidas…! Não se disse, sancionem-se os que não trabalham! O que se disse foi “Espete-se” então com mais trabalho para cima dos que trabalham! E porquê? Para aumentar a qualidade? Não! Para calar a opinião pública, para calar os EE que, no 1º Ciclo, ficam descansados com o local
onde "largam" os filhos, para dar uma ideia de exigência, aumentar o desemprego e poupar meia dúzia de tostões que bem caros talvez lhes venham a sair – continuam, ao fim de tanto ano, a desinvestir no ensino. Já viram as consequências, mas ainda não aprenderam. Todas (ainda que poucas) as medidas que alguma vez se fizeram e realmente resolviam problemas dos alunos foram ”PROÍBIDAS", apenas e só porque custavam dinheiro! Tenho de perguntar: quantos ministros da educação tivemos desde 75? Quantas reformas ou pseudo houve? Quantos métodos se pretenderam implementar? Que avaliação se fez de cada um deles? Só este ano é que a Gestão Flexível foi alargada ao 9º ano em todas as escolas e já houve alterações, antes mesmo de ter chegado ao 9º ano! Digo mais: outras garantidamente se preparam! Quantas vezes se ouviram os professores sobre tudo o que se tem feito? Nunca! A única vez em que isso foi feito foi exactamente em 1996 (antes da implementação da Gestão) e não passou de um enorme, imenso, embuste! Quantos ex-ministros da educação estão neste governo e porquê? Professores revoltados por injustiças contínuas nenhum bem trará. Na Função Pública, precisavam de uma classe fácil de atingir – foi a nossa.
A grande maioria dos alunos não trabalha, não estuda e nem a visitas de estudo (mesmo que sejam mais passeio, como uma ida ao Jardim Zoológico, Zoo Marine ou afins) quer ir! Estratégias como pintar, desenhar já são consideradas uma “seca” …comentário mais ouvido: “ ’borrece-me!”. Gosto do que faço, mas confesso que estou cansada, muito cansada, de ouvir uma contínua desconsideração pelos professores e o mais triste é verificar que a desconsideração começa na tutela. Sei que se disse, e estou a falar do presente (!), que se sabia que havia professores que trabalhavam muito para além das 35 h, mas que também havia muitos que não trabalhavam. Resultado: apliquem-se as medidas…! Não se disse, sancionem-se os que não trabalham! O que se disse foi “Espete-se” então com mais trabalho para cima dos que trabalham! E porquê? Para aumentar a qualidade? Não! Para calar a opinião pública, para calar os EE que, no 1º Ciclo, ficam descansados com o local
onde "largam" os filhos, para dar uma ideia de exigência, aumentar o desemprego e poupar meia dúzia de tostões que bem caros talvez lhes venham a sair – continuam, ao fim de tanto ano, a desinvestir no ensino. Já viram as consequências, mas ainda não aprenderam. Todas (ainda que poucas) as medidas que alguma vez se fizeram e realmente resolviam problemas dos alunos foram ”PROÍBIDAS", apenas e só porque custavam dinheiro! Tenho de perguntar: quantos ministros da educação tivemos desde 75? Quantas reformas ou pseudo houve? Quantos métodos se pretenderam implementar? Que avaliação se fez de cada um deles? Só este ano é que a Gestão Flexível foi alargada ao 9º ano em todas as escolas e já houve alterações, antes mesmo de ter chegado ao 9º ano! Digo mais: outras garantidamente se preparam! Quantas vezes se ouviram os professores sobre tudo o que se tem feito? Nunca! A única vez em que isso foi feito foi exactamente em 1996 (antes da implementação da Gestão) e não passou de um enorme, imenso, embuste! Quantos ex-ministros da educação estão neste governo e porquê? Professores revoltados por injustiças contínuas nenhum bem trará. Na Função Pública, precisavam de uma classe fácil de atingir – foi a nossa.
13/07/2005
Em vias de extinção
Assim estão os contratados deste país. Dentro de uns tempos podemos mudar o nome deste blog: em vez de "Professores Contratados e Desempregados" fica só "Desempregados".
Os horários vão ser reformulados: os professores passarão 28 horas na escola, diz a ministra. . E o nick "David Lloyd George adianta, no fórum Educare, que após uma análise exaustiva ( grupo independente de qualquer cor partidária e de qualquer sindicato) das escolas EB2/3, EB2,3/Sec, EB3/Sec e ESec concluímos que deixaram de existir perto de 12800 horários pelos diferentes grupos excepção feita para os grupos 24,39 ( cujos grupos pouco serão afectados por estas medidas. os grupos mais afectados serão 01 até ao 05 (2ºciclo)do 3º ciclo/ Secundário 11,15,16,17,18,19,20,21,22,23,25,26. Esta análise não é feita por nenhuma entidade mas sim por um grupo de cinco professores contratados que analisaram a totalidade das escolas tendo em atenção as listas de colocação de 2004/2005 e as listas de entrada de docentes nas escolas no ano 2004/2005. Tendo em atenção as diferentes medidas anunciadas o número apontado é uma estimativa mas poderá variar entre 10000 a 15000 os horários que irão desaparecer só este ano.
Portanto,...
Os horários vão ser reformulados: os professores passarão 28 horas na escola, diz a ministra. . E o nick "David Lloyd George adianta, no fórum Educare, que após uma análise exaustiva ( grupo independente de qualquer cor partidária e de qualquer sindicato) das escolas EB2/3, EB2,3/Sec, EB3/Sec e ESec concluímos que deixaram de existir perto de 12800 horários pelos diferentes grupos excepção feita para os grupos 24,39 ( cujos grupos pouco serão afectados por estas medidas. os grupos mais afectados serão 01 até ao 05 (2ºciclo)do 3º ciclo/ Secundário 11,15,16,17,18,19,20,21,22,23,25,26. Esta análise não é feita por nenhuma entidade mas sim por um grupo de cinco professores contratados que analisaram a totalidade das escolas tendo em atenção as listas de colocação de 2004/2005 e as listas de entrada de docentes nas escolas no ano 2004/2005. Tendo em atenção as diferentes medidas anunciadas o número apontado é uma estimativa mas poderá variar entre 10000 a 15000 os horários que irão desaparecer só este ano.
Portanto,...
12/07/2005
Participação dos cibernautas
Por ser um e-mail bastante extenso, optei por colocá-lo sob a forma de comentário. Aconselho vivamente a leitura deste texto!
Más notícias
Afinal, só as reduções do cargo de Director de Turma e relativas à orientação de estágio e Desporto Escolar se mantêm tal como estão. Todas as outras desaparecem caso o titular do horário tenha mais de 40 anos, pois fica impossibilitado de acumular reduções (idade + cargos) Significa isso que podem perder-se muitos horários (a FENPROF fala de dez mil!) para contratados...
Post de uma cibernauta
Uma leitora deste blog enviou-nos um e-mail que aqui transcrevemos:
Estimado Colega
gostaria de contar com o seu blog para esclarecer centenas de colegas que vão permanecer eternamente contratados no 2ºCiclo, sendo ultrapassados por centenas de professores, na sua maioria, com classificação inferior.
A questão: Quem são os professores com habilitação profissional para o 2ºCiclo (desde LP até Ed. Física) que são colocados no 1ºCiclo?
A resposta:Nos concursos anteriores, os que tinham uma graduação profissional baixa o que não lhes permitia ter acesso a um horário no 2ºCiclo. No actual concurso, todos os professores que já perceberam que a passagem durante 1 ano no 1ºCiclo dá acesso, quase sempre, a 1 lugar de QZP ou QE do 2ºCiclo.
Vejamos a situação do 4ºGrupo (Matemática e Ciências da Natureza), após a análise das Listas Definitiva de Graduação e de Colocação, dos concursos de professores 2004/2005 e 2005/2006, verifiquei que um grupo com cerca de 150 professores provenientes do 1ºCiclo, na sua maioria com classificação profissional inferior ao dos primeiros candidatos do concurso externo, ter obtido lugar no QZP e QE, em zonas e escolas para as quais estes contratados tinham concorrido.
Muitas questões se levantam:
Será esta uma situação justa? Um ano no 1ºCiclo apresenta maior valor profissional do que 10 anos de contrato sempre no 2ºCiclo?
Será que o princípio da igualdade que deve reger um concurso está salvaguardado?
Porque motivo os sindicatos não querem interferir neste processo? Terão contribuído para ele?
Será este um dos motivos que influencia negativamente a qualidade de ensino no 1ºCiclo? Que eu saiba os professores, p. ex. de EVT nunca tiverem durante o seu curso, disciplinas específicas de Did. da Língua Portuguesa nem de Did. da Matemática!
Sugestão: Quem tiver nesta situação, envie um pedido de esclarecimento à Sr.a Ministra da Educação, apresentando o seu caso e comparando-o se possível com em que a situação apresentada se verifique. Só deste modo, esta situação inacreditável pode chegar ao conhecimento a quem pode modificar as leis que regem o actual concurso.
Estimado Colega
gostaria de contar com o seu blog para esclarecer centenas de colegas que vão permanecer eternamente contratados no 2ºCiclo, sendo ultrapassados por centenas de professores, na sua maioria, com classificação inferior.
A questão: Quem são os professores com habilitação profissional para o 2ºCiclo (desde LP até Ed. Física) que são colocados no 1ºCiclo?
A resposta:Nos concursos anteriores, os que tinham uma graduação profissional baixa o que não lhes permitia ter acesso a um horário no 2ºCiclo. No actual concurso, todos os professores que já perceberam que a passagem durante 1 ano no 1ºCiclo dá acesso, quase sempre, a 1 lugar de QZP ou QE do 2ºCiclo.
Vejamos a situação do 4ºGrupo (Matemática e Ciências da Natureza), após a análise das Listas Definitiva de Graduação e de Colocação, dos concursos de professores 2004/2005 e 2005/2006, verifiquei que um grupo com cerca de 150 professores provenientes do 1ºCiclo, na sua maioria com classificação profissional inferior ao dos primeiros candidatos do concurso externo, ter obtido lugar no QZP e QE, em zonas e escolas para as quais estes contratados tinham concorrido.
Muitas questões se levantam:
Será esta uma situação justa? Um ano no 1ºCiclo apresenta maior valor profissional do que 10 anos de contrato sempre no 2ºCiclo?
Será que o princípio da igualdade que deve reger um concurso está salvaguardado?
Porque motivo os sindicatos não querem interferir neste processo? Terão contribuído para ele?
Será este um dos motivos que influencia negativamente a qualidade de ensino no 1ºCiclo? Que eu saiba os professores, p. ex. de EVT nunca tiverem durante o seu curso, disciplinas específicas de Did. da Língua Portuguesa nem de Did. da Matemática!
Sugestão: Quem tiver nesta situação, envie um pedido de esclarecimento à Sr.a Ministra da Educação, apresentando o seu caso e comparando-o se possível com em que a situação apresentada se verifique. Só deste modo, esta situação inacreditável pode chegar ao conhecimento a quem pode modificar as leis que regem o actual concurso.
Participação dos leitores
Um blog como este tem de se fazer com a participação dos cibernautas, independentemente da concordância de opiniões entre as diferentes pessoas que aqui participam. Por isso mesmo, convido todos os leitores a enviarem os seus posts, as suas informações, os seus esclarecimentos para os nossos e-mails!
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