Os Contratados têm de apresentar o Relatório Crítico tal como está legislado. Para os mais distraídos cá fica a legislação específica para contratados:
Artigo 4º Docentes em pré-carreira e docentes contratados
1 - A avaliação do desempenho dos docentes que se encontrem em situação de pré-carreira realiza-se nos termos previstos nos nºs 3 e 4 do artigo 41º do ECD.
2 - Para efeitos de avaliação ordinária dos docentes em pré-carreira e do disposto na alínea a) do nº 3 do artigo 41.º do ECD, são de três anos os módulos de tempo de serviço docente.
3 - No ano da conclusão da profissionalização em serviço é dispensada a avaliação do desempenho aos docentes que reúnam os demais requisitos exigidos para a progressão na carreira.
4 - A avaliação do desempenho dos docentes em regime de contratação realiza-se no final do período de vigência do respectivo contrato, nos termos previstos no artigo 130º do ECD.
5 - Os docentes referidos no número anterior apresentam o seu documento de reflexão crítica nos 30 dias anteriores ao termo do respectivo contrato.
29/07/2005
Alguém se esqueceu dos exames
Alguém se esqueceu que este é o ano em que se realizam exames nacionais do 11º ano. Pelo menos, é isso que se pode concluir do calendário escolar para o próximo ano lectivo...
Ainda a greve (2)
Conheço uma escola onde os professores grevistas estão a ser convocados para "serviço de apoio ao Conselho Executivo", ainda que os vice-presidentes do dito não saibam (sic) em que consiste o serviço, uma vez que (sic) só o Presidente sabe para que é que os convocou. O engraçado é que os professores convocados são os grevistas: ou seja, quem fez greve está convocado, quem não fez está de férias por antecipação. Alguém conhece mais casos destes?
Ainda a greve (1)
A FENPROF resolveu apresentar queixa contra o Estado português. Mal ou bem, é sinal de que não fecharam a tasca para ir de férias.
Mais emprego?
A Senhora Ministra da Educação anunciou a criação de 3000 novos empregos com o fim das acumulações. Convirá esclarecer que a medida é, obviamente, benéfica para os contratados e desempregados; eventualmente poderá até ser considerada moralizadora do ensino público, embora tal seja disputável. No entanto, falta esclarecer que o que está em causa são empregos, sim, mas empregos de seis ou nove horas semanais - ou seja, vencimentos de 250 a 350 euros. Para quem está empregado é melhor do que nada, mas convém não esquecer que o ordenado mínimo nacional está acimadesses valores. Por outro lado, convém não esquecer que o mesmo Ministério vai promover um despedimento em massa de professores com a "redistribuição" dos horários dos professores. Entre o deve e o haver...
Contestação
Confesso que ontem tive um estranho sentimento. Um sentimento de desânimo ao ver aquilo que outras classes, na mesma situação em que estão os professores, a fazer o escarcéu que se viu na Assembleia. E fico a perguntar-me o que aconteceria a um país em que os professores fizessem exactamente o mesmo durante um mês inteiro.
28/07/2005
Mais um efeito colateral
Os estabelecimentos de ensino particular enfrentam um dilema: se não podem atribuir as horas sobrantes (4, 6, 8, ...) a um professor acumulador irão ser obrigados a fazer contrato com um professor não-acumulador que após x contratos (ainda serão 3 ou já serão os 7 do novo código... ajudem este ignorante!!!) terá que ser vinculado aos quadros dessa escola. Isso sem nunca ter tido um horário completo. A alternativa que se perfila é a de levarem um chuto e serem substituídos por outro professor não-acumulador...
Publicada por
Rui Areal
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7/28/2005 09:57:00 da manhã
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27/07/2005
Fim das acumulações - mas não para todos
O Público de hoje traz uma notícia sobre o fim das acumulações. Cá vai o mais relevante da notícia:
Os educadores de infância e professores do básico e secundário que queiram dar aulas em vários estabelecimentos de ensino poderão continuar a fazê-lo, mas até um limite máximo de seis horas por semana a mais em relação ao seu horário lectivo principal. O limite actual é de dez.
Se quiserem acumular as funções docentes que desempenham com o exercício de actividades de formação profissional em centros do Instituto de Emprego, o limite fica-se nas quatro horas lectivas. E quanto a explicações fica claro que um professor nunca poderá cobrar um serviço deste tipo a um aluno da sua turma, da sua escola ou sequer do agrupamento em que o estabelecimento de ensino está integrado.
Os professores que dão aulas no ensino público não podem acumular essa actividade com outras de conteúdo semelhante, como a "prestação de serviços especializados do apoio e complemento educativo, de orientação pedagógica ou de apoio sócio-educativo e educação especial", se estas se dirigirem aos alunos do agrupamento ou da escola onde exercem o seu trabalho principal. É o caso, por exemplo, das explicações.
Na lista dos impedimentos o projecto de diploma acrescenta mais duas situações em que não são permitidas acumulações. É o caso dos professores que invocam motivos de doença para ser destacados noutras escolas (por condições específicas).
Os docentes também não podem prestar "actividades de consultadoria, assessoria, marketing ou vendas em empresas fabricantes, distribuidoras ou revendedoras de material didáctico ou outros recursos educativos, incluindo editores ou livreiros de manuais escolares, e em associações representativas do respectivo sector".
Os educadores de infância e professores do básico e secundário que queiram dar aulas em vários estabelecimentos de ensino poderão continuar a fazê-lo, mas até um limite máximo de seis horas por semana a mais em relação ao seu horário lectivo principal. O limite actual é de dez.
Se quiserem acumular as funções docentes que desempenham com o exercício de actividades de formação profissional em centros do Instituto de Emprego, o limite fica-se nas quatro horas lectivas. E quanto a explicações fica claro que um professor nunca poderá cobrar um serviço deste tipo a um aluno da sua turma, da sua escola ou sequer do agrupamento em que o estabelecimento de ensino está integrado.
Os professores que dão aulas no ensino público não podem acumular essa actividade com outras de conteúdo semelhante, como a "prestação de serviços especializados do apoio e complemento educativo, de orientação pedagógica ou de apoio sócio-educativo e educação especial", se estas se dirigirem aos alunos do agrupamento ou da escola onde exercem o seu trabalho principal. É o caso, por exemplo, das explicações.
Na lista dos impedimentos o projecto de diploma acrescenta mais duas situações em que não são permitidas acumulações. É o caso dos professores que invocam motivos de doença para ser destacados noutras escolas (por condições específicas).
Os docentes também não podem prestar "actividades de consultadoria, assessoria, marketing ou vendas em empresas fabricantes, distribuidoras ou revendedoras de material didáctico ou outros recursos educativos, incluindo editores ou livreiros de manuais escolares, e em associações representativas do respectivo sector".
26/07/2005
Portugal tem falta de licenciados
Fonte: Rádio Renascença Online
26-07-2005/22:27:00
Os dados do Relatório Números Chave para a Educação na Europa 2005, realizado em 30 países revelam que Portugal é o país com menos percentagem de pessoas que concluíram a licenciatura.
Ao contrário do que muitos pensam, Portugal não é um país de "doutores e engenheiros", já que apenas 15 % dos portugueses entre os 30 e os 34 anos concluíram um curso superior.
Números baixos se pensarmos que na maioria dos países europeus, uma em cada três pessoas é licenciada, como é o caso da França e de Espanha.
Entre os 20 e os 24 anos, mais de 55 % cento dos portugueses não apresentam habilitações que permitam o ingresso no Ensino Superior.
Segundo este estudo, 20 % dos jovens que abandonam a escola entre os 15 e os 24 anos estão no desemprego.
O emprego é também um dos principais problemas dos jovens licenciados, pois apenas metade jovens licenciados entre os 25 e 34 anos encontra um emprego dentro da área de formação.
Este estudo revela ainda, que nas escolas portuguesas 60 % dos computadores estão ligados à Internet, um valor baixo que só é batido pela Eslováquia. Nas escolas portuguesas há um computador para cada 16 alunos, a média europeia é de um para 10.
O número de alunos no Ensino Superior subiu dois por cento entre 1998 e 2002, e, seguindo a tendência dos últimos anos, há mais mulheres no Ensino Superior do que homens.
Uma hipótese académica
Uma vez que muita gente parece ainda não ter entendido o que se passa, cá vai uma (possível) explicação.
os "antigos" horários tinham 22 h , das quais em alguns/muitos apenas 15h correspondiam à componente lectiva. Por exemplo, o titular do horário poderia ter 5 turmas com 3h/semana (15 tempos lectivos) mais 2h de redução por idade,3 horas na sala de estudo e 2h como director de turma.
AGORA, o mesmo professor terá as 3h de sala de estudo marcadas como componente não lectiva, o que significa que terá de passar a ter 6 turmas com 3h/semana. Isso significa que, nessa escola, passará a haver MENOS uma turma para atribuir a um horário de contratação.
Logo, um eventual horário para contratação de 10h seria reduzido a 7h SE esse for o único prof a ceder horas, o que dificilmente será o caso. É que na maior parte dos casos todos os professores perdem uma, duas ou três horas - horas essas que se se reflectem nos horários para contratação.
Claro que a situação será mais crítica, a meu ver, nos grupos que tradicionalmente têm mais cargos e tarefas distribuídos.
os "antigos" horários tinham 22 h , das quais em alguns/muitos apenas 15h correspondiam à componente lectiva. Por exemplo, o titular do horário poderia ter 5 turmas com 3h/semana (15 tempos lectivos) mais 2h de redução por idade,3 horas na sala de estudo e 2h como director de turma.
AGORA, o mesmo professor terá as 3h de sala de estudo marcadas como componente não lectiva, o que significa que terá de passar a ter 6 turmas com 3h/semana. Isso significa que, nessa escola, passará a haver MENOS uma turma para atribuir a um horário de contratação.
Logo, um eventual horário para contratação de 10h seria reduzido a 7h SE esse for o único prof a ceder horas, o que dificilmente será o caso. É que na maior parte dos casos todos os professores perdem uma, duas ou três horas - horas essas que se se reflectem nos horários para contratação.
Claro que a situação será mais crítica, a meu ver, nos grupos que tradicionalmente têm mais cargos e tarefas distribuídos.
23/07/2005
18/07/2005
A propósito das negativas a matemática...
... não seria desaconselhável que os nossos alunos ouvissem um conselho de um campeão. Poderão encontrá-lo num pequeno vídeo (Lance on Riding - é o terceiro a contar da esquerda) em que Lance Armstrong «dá» um conselho para quem quer fazer qualquer coisa de forma eficaz e duradoura. Exactamente o que devem fazer os nossos alunos a matemática. Obviamente ele pensa em primeiro lugar no desporto, mas a matemática é um desporto também. Da mente, é claro, mas é um desporto. Tal como a Filosofia, etc.
É esta mentalidade que nos falta. E esta conversa da mentalidade é pertinente. Não é uma desculpa de quem não sabe encontrar causas. Sei que, como é um argumento demasiado geral, serve quase sempre de máscara para a falta de medidas particulares (aqui, ali e acolá) dos responsáveis. Mas pequenos passos «consistentes» tem mais resultados (nessa «mudança de vontades») do que grandes reformas fracturantes. Mas não dão votos... e a culpa continua a ser da mentalidade. Da dos políticos que assim reproduzem outros iguais a si que lhes seguirão os passos.
É preciso interromper este ciclo.
Está também nas nossas mãos.
É preciso interromper este ciclo.
Está também nas nossas mãos.
Publicada por
Rui Areal
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7/18/2005 11:56:00 da tarde
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Tenebroso
Não é possível fazer muitos comentários. Cada um que leia e retire de lá as respectivas conclusões. Há QE's e QZP's que vão perder a vontade de continuarem a ser professores. Os contratados ...
17/07/2005
O que diz o Presidente
O Senhor Presidente da República afirmou há não muito tempo que os professores finlandeses trabalham NA ESCOLA 50 horas por semana. Esqueceu-se talvez de referir que os professores finlandeses ganham 2300 euros por mês; que as escola têm boas instalações e equipamentos; que o ensino é gratuito, desde o básico até ao universitário; e, já agora, não seria de mau tom corrigir aquela coisa das 50 horas, que afinal são só 37.
Carta Aberta ao Primeiro Ministro
Por ser longo, coloco este post sob a forma de comentário. Tenho pena de não ter lido isto quando saiu no Público. Serve este texto para desmentir a tal mentira que, repetida até à exaustão, nos leva a pensar que é mesmo verdade: a de que em Portugal há um número exagerado de funcionários públicos. Eu mesmo o disse, neste blog; e alguém me chamou a atenção para o facto de não ser bem assim. Pois é, meus caros: os funcionários públicos são poucos, muito poucos, mas querem fazer-nos crer que é na despesa com os funcinários públicos que é preciso cortar. Afinal, muitos andam a mentir...
15/07/2005
Expliquem-me isto, pf
Já reparam nas vagas dos cursos de ensino (nos nossos cursos)? No meu (!) continuam a entrar 80 desgraçados destinados ao desemprego ou a reconversões alinhavadas em cima do joelho. Mostrem-me uma razão para continuarem a existir tantas vagas em cursos que a sociedade não aproveita (porque já não precisa!), e nas medicinas (em todos os cursos) existem este ano apenas mais 285 vagas, quando a sociedade necessita de muitos mais enfermeiros, médicos, técnicos de saúde de diversa ordem,...
Por falar nisso: será a falta de Ordem?
(P.S. Não argumentem com a liberdade de cada um escolher o curso que quiser, mesmo sabendo que não tem saída profissional. Nesse caso, não deveria haver numerus clausus - é assim que se diz? - em nenhum curso. Quantas pessoas com vocação para tal são impedidas de ser médicas? Respeitar a liberdade de escolha implica abrir todos os cursos...)
Por falar nisso: será a falta de Ordem?
(P.S. Não argumentem com a liberdade de cada um escolher o curso que quiser, mesmo sabendo que não tem saída profissional. Nesse caso, não deveria haver numerus clausus - é assim que se diz? - em nenhum curso. Quantas pessoas com vocação para tal são impedidas de ser médicas? Respeitar a liberdade de escolha implica abrir todos os cursos...)
Publicada por
Rui Areal
à(s)
7/15/2005 09:50:00 da tarde
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14/07/2005
Aos contatados e desempregados deste país
Das duas uma: ou levantamos a cabeça e vamos à luta ou mais vale fazer como os ratos - fugir antes que o barco afunde. Portanto, é hora de nos unirmos e fazer ouvir a nossa voz. Quem está comigo?
Notícia DN: DN_ONLINE Escolas vão definir tarefas de docentes fora da sala de aula
Notícia DN:Escolas vão definir tarefas de docentes fora da sala de aula
Já não há quem nos defenda? A FNE é um sindicato ou uma associação de socorros mútuos?
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