A medida anunciada anteontem por José Sócrates – o concurso de colocação “será válido por um período de três ou quatro anos, conforme a duração do ciclo de ensino” – retrata o Decreto-Lei 35/2003, de David Justino, que permite a recondução dos professores afectos a um Quadro de Zona Pedagógica (QZP), por períodos de um ano até o limite de três, desde que haja vaga e a escola o deseje.
Aliás, no final do ano passado a ex-ministra da Educação, Maria do Carmo Seabra, reconheceu que a recondução de docentes poderia impedir a “mobilidade excessiva no sistema”. Agora o Governo quer avançar com um processo que já existe, por exemplo, nas regiões autónomas dos Açores e Madeira – com regulamentação própria nesta área.
“Muita gente vai ter de mudar de vida. É preciso saber o que se pode fazer para reorientar as pessoas.” Lacónico, Augusto Pascoal, dirigente da Federação Nacional de Professores (Fenprof), diz que a recondução de professores por três ou quatro anos poderá limitar a entrada de novos licenciados na profissão. “A recondução já estava prevista, não se sabe agora se será só para QZP se para os contratados, mas para haver anúncio tem de ser algo de novo e se assim for é um avanço importante.” O dirigente refere que “não se podem encontrar medidas standard para coisas diferentes, tem de se saber as necessidades de cada escola.” Para Pascoal “se se estudar o movimento de alunos e professores nos últimos cinco anos facilmente se chega à necessidade de cada escola”.
“Muita gente vai ter de mudar de vida. É preciso saber o que se pode fazer para reorientar as pessoas.” Lacónico, Augusto Pascoal, dirigente da Federação Nacional de Professores (Fenprof), diz que a recondução de professores por três ou quatro anos poderá limitar a entrada de novos licenciados na profissão. “A recondução já estava prevista, não se sabe agora se será só para QZP se para os contratados, mas para haver anúncio tem de ser algo de novo e se assim for é um avanço importante.” O dirigente refere que “não se podem encontrar medidas standard para coisas diferentes, tem de se saber as necessidades de cada escola.” Para Pascoal “se se estudar o movimento de alunos e professores nos últimos cinco anos facilmente se chega à necessidade de cada escola”.