11/10/2005

MEDO têm!!!! .... VERGONHA NENHUMA!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Transcrição de um post do forum educare:
SINAIS DA REPRESSÃO QUE AVANÇA: Polícia à paisana infiltrado entre os professores
Texto que o Paulo Ambrósio escreveu no site da «sala dos professores.com»: No decurso do Plenário de Professores Contratados do SPGL, ontem, na sala do Hotel Zurique, identificámos e fotografámos um jovem polícia à paisana que disfarçado de professor, e sentado no meio de nós, comunicava pouco discretamente via rádio com os seus colegas da polícia de choque em carrinha estacionada à porta do mesmo Hotel. Dizia ele na sua comunicação rádio, escutada por docentes que estavam ao seu lado, que "estava a controlar quantos ali estavam". À presença ostensiva da polícia de choque nos protestos, já este governo nos tinha habituado... Mas agora é caso para perguntar, colegas e camaradas: a PIDE está de volta??!! Prontamente denunciado aos membros da mesa pelos professores contratados, o agente à civil foi interpelado por um vice-presidente do SPGL, a quem nem sequer se deu ao trabalho de esconder a sua verdadeira identidade e função (!).
Acto contínuo foi de imediato intimado a retirar-se do plenário, onde sorrateiramente se tinha introduzido. As fotos do agente estão em nosso poder. Resta dizer que no final da concentração na 5 de Outubro o mesmo indivíduo participou com os colegas fardados (PSP) na operação de desmontagem e remoção do gradeamento policial em torno do edifício do ME. No fim do plenário, e depois de eleita a Comissão de Professores e Educadores Contratados para 2005/06, desfilámos para o ME. Já na concentração propriamente dita frente ao ME - comprovámos in loco de que valeram as belas promessas do sr. Valter Lemos (SEE) e a cultura democrática da gentinha da 5 de Outubro: zero! Não há dúvida, colegas e camaradas: lidamos com um governo de cores "socialistas", mas eivado de tiques totalitários e métodos fascizantes, próprios do 24 de Abril. Mas só se deixa intimidar quem é fraco, e a todos aqui reafirmamos SÓ A LUTA É O CAMINHO PARA PARA DEFENDERMOS QUER OS NOSSOS DIREITOS PROFISSIONAIS, QUER AS LIBERDADES E GARANTIAS CONQUISTADAS A 25 DE ABRIL DE 1974 E AINDA CONSAGRADAS NA CONSTITUIÇÃO. Paulo Ambrósio Comissão Sindical de Professores Desempregados do SPGL»

10/10/2005

Actividades para as aulas de substituição

Se calhar é isto que querem que façamos na sala de aula...



Então carregue lá no play!

Plenário de Contratados e Desempregados

08/10/2005

O exemplo nem sempre vem de cima

8.30 numa escola deste país adormecido. Falta um professor e os alunos são intimados pela funcionária a aguardar por um professor substituto. Este chega mas os alunos desertaram todos. Isto aconteceu na quinta feira e ainda hoje estou apensar na lição que aqueles putos nos deram. Será que ninguém vê qual o caminho? Será que os Sindicatos estão acorbadados e não sabem que se pode fazer uma greve por tempo indeterminado a horas extraordinárias?Lamento ver os sindicatos mais preocupados com a aposentação e com a redução os seus quadros.
Ninguém se lembra de gritar bem alto para toda a gente ouvir (inclusive aquele escritor equatoriano que tem coluna no jornal público à sexta, e que, já agora, demonstra uma ignorância atroz sobre a nossa actividade profissional) gritar, dizia, que a componente não lectiva NÃO É UM PRIVILÉGIO, É TEMPO DE TRABALHO EFECTIVO. Sem essas horas de trabalho (realizado na escola ou em casa) não há ser humano (nem o tal equatoriano) que consiga dar aulas com qualidade. Gritem.

06/10/2005

Professores trabalham muito

Encontrei este texto na Tribuna livre do Diário de Notícias. Foi escrito pelo nosso colega José Couto deTavira.
Achei que devia transcrevê-lo para aqui para que todos o pudessemos ler.

"Já estou saturado de ouvir e de ler que os professores, que passaram a ter a sua progressão "congelada" a partir, de 29 de Agosto último, progridem automaticamente. Isto, para além de ser uma falsidade, é um autêntico acto de desinformação da opinião pública. Então, para informação dos interessados, repare-se no que é necessário para o professor progredir na carrei­ra, isto é, para subir de escalão:
1. O professor tem de frequentar acções de formação contínua em horário pós-lectivo/pós-laboral, numa relação de tempo/créditos de 25 horas/um crédito.
Eu, por exemplo, fiz nos últimos três anos cem horas de formação, com aproveitamento, para obter os quatro créditos que, após quatro anos de permanência­ no 5º escalão, me poderiam dar (agora já não ... ) a possibilidade de almejar a subida ao 6º escalão, em 2006.

2. O professor tem de elaborar, e apresentar ao Conselho Executivo, . para ser avaliado, um relatório crítico relativo ao seu desempenho como docente e ao seu desempenho de cargos - como director de turma/ano, de instalações; como coordenador de estabelecimento, de departamento, de conselho de docentes, de conselho de docentes de articulação curricular, da educação pré-escolar, dos directores de turma, de projectos, da biblioteca escolar e do centro de recursos, do desporto escolar, dos apoios educativos; como presidente da assembleia, do conselho pedagógico; como membro do grupo de trabalho do projecto educativo de agrupamento, do grupo de trabalho do projecto curricular de escola, do grupo de trabalho para o plano anual de actividades, da secção de avaliação, da secção científico-pedagógica, da secção de acompanhamento e avaliação dos cursos de ensino e formação e dos currículos alternativos; como assessor – com referência a todos os projectos e actividades em que esteve envolvido – clubes temáticos (de leitura, de informática, de jardinagem, de rádio, de cinema …), visitas de estudo, concursos científicos e literários, torneios desportivos, exposições, filmes e documentários vídeo, projectos de desenvolvimento de competências sociais, de intervenção no espaço-escola e no meio em que se insere a escola, entre muitos outros.
Uma colega minha, por exemplo, depois de ter frequentado, com aproveitamento, mais acções de formação do que aquelas que eram exigidas para a sua subida de escalão (fez mais de cem horas de formação), apresentou com 60 dias de antecedência (como é, quer dizer, era … de lei) o seu relatório de desempenho, que lhe levou duas semanas a elaborar, viu frustrados todos os seus esforços de progressão. A minha colega ficou, assim, tal como a progressão, “congelada”!
De lembrar, ainda, que o professor, para além desse relatório crítico de desempenho (realizado de três em três, de quatro em quatro ou de cinco em cinco anos, consoante o escalão), tem também de elaborar, no fim de todo e cada ano lectivo, relatórios referentes aos cargos que desempenhou e às actividades de enriquecimento curricular que desenvolveu.
Perante tanto cumprimento de exigências, quem é que, a não ser de má-fé, ainda será capaz de propalar que os professores têm progressões automáticas?"

In: Tribuna livre DN de 5 Outubro 2005

29/09/2005

Vamos exigir as 35 horas!!!

Recebi esta mensagem por e-mail e quero partilhar convosco...

Aos meus colegas professores: espalhem-na a ver se algumas coisas são
esclarecidas...

Vamos passar a exigir as 35 horas semanais... Assim a nossa sociedade não pode acusar os professores de trabalharem pouco...
"Pois eles até se queixam! Querem trabalhar 35 horas... só pode ser porque REALMENTE trabalham mais". Os pais deverão passar a perceber melhor o que se passa...

Há muitos que realmente não se preocupam com o trabalho que fazem e quanto menos melhor. Mas desses há em todas as profissões!

O que quero é trabalhar 35 horas e não me preocupar mais com a escola.
Porque, se a ideia for as 35 horas MAIS não sei quanto fora de horas então que nos paguem para isso, pois não há dúvidas que os "gordos" vencimentos que nos pagam são para 35 horas. Então vai ser o bom e o bonito: "Tenham paciência, mas não trago os testes! É que os computadores estiveram toda a semana ocupados por outros colegas. Fiquei até à hora de sair a olhar para as moscas porque não tinha onde trabalhar (o portátil é MEU, é para actividades de lazer, a escola não mo ofereceu!). Depois fui passear com a família. Estava fora das 35 horas. Vamos ver se para a semana temos mais sorte!" Ou então: -"O Stora!!! Outra vez o mesmo CD??? Tenham lá paciência. mas já requisitei outros no ano passado (iguaizinhos a uns que comprei para me entreter enquanto brinco com os meus filhos depois das 35 horas). ainda estou à espera. mas esta música é muito interessante, ora vamos lá abordá-la de uma outra forma, de certeza vocês vão gostar muito." (É que os professores que não tiverem imaginação e uma atitude muito positiva, não são bons profissionais). Ou ainda: "Desculpem lá, mas vou ao cinema com a minha mulher! São 17h e não posso continuar nesta reunião!" (Claro que posso ser obrigado a isso. se pagarem as horas extraordinárias. ou um
suplemento de isenção de horário!") Já agora. e a propagada necessidade de formação contínua, de
actualização??? No meu tempo familiar??? NEM PENSAR!!! Só nas desejadas 35 horas!!!!

EU QUERO UM HORÁRIO DE 35 HORAS!!!! E QUERO ORGANIZAR A MINHA VIDA PROFISSIONAL À VOLTA DESSAS 35 HORAS!!!! Exijo que me obriguem a estar na escola 35 horas, e mais nada! Ou então. calem-se e não me falem mais nisso pois, com jeitinho, pego num cronómetro e passo a impor-me 35 horas, mesmo
que não mo obriguem!!! Não gozem comigo!
A sério, vamos pedir as 35 horas!
Já agora, gostava de ver um estudo comparativo, sério, entre diferentes carreiras de licenciados. Horários, remunerações, sistemas de saúde, etc. Também gostava REALMENTE de saber que raio de privilégios é que tenho! É que se me parece que a nossa carreira é uma aberração, com um topo decente mas uma metade inicial uma anedota, seria interessante saber e não só parecer.

E para acabar, porque será que uma profissão que dizem tão privilegiada também dizem que só tem aqueles que não encontram mais nada??? Gostava de perceber. mas sou professor, não chego lá!
Eu também quero trabalhar as 35 horas na escola! Mas quero mais... Quero tirar as férias em diferentes alturas do ano e não ter de gramar sempre o Agosto!!! Tudo tão caro nesse mês. Vou já escolher: quero uma semana em Março, outra em Novembro e duas semanas na 1ª quinzena de Julho! E vou vender o meu PC de casa porque vou conseguir fazer tudo na minha escola!! Vai ser fantástico!

Vamos todos lutar pelas 35 horas!
Eu também quero trabalhar as 35 horas na Escola. E, já que ficamos cada vez mais igualados aos outros funcionários públicos, também quero poder marcar férias fora do período que medeia entre 15/7 e 31/8 (ou uma semana além, por causa do Serviço de Exames). É que fora desse período gozo melhor as férias: - há menos gente e tudo sai mais económico. Quero também deixar de ter o porta-bagagens do meu carro transformado num escritório ambulante, carregando testes, apontamentos e livros de casa para a Escola e vice-versa. Também quero poupar nos tinteiros para a impressora, nas resmas de papel e na energia eléctrica que gasto em casa, à conta da necessidade de preparar aulas, instrumentos de avaliação, reuniões, etc.
E mais, quero almoçar a horas e com sossego. As sandes do bar da Sala dos Professores, ingeridas num curto espaço de tempo, já me estavam a fazer mal ao estomago. Também quero que as reuniões acabem a horas e não se prolonguem para além das 20 horas, já para não falar de alguns Pedagógicos em que a Ordem de Trabalhos traz assuntos mais complicados que vão para além dessa hora. Quero sair à noite descansadamente, para tomar um café, sem pensar que ainda tenho alguns testes para corrigir, algumas notas a rever por causa das avaliações intercalares, etc...

Vamos exigir as 35 horas na Escola!!!

Links úteis

Para quem anda à procura dos links das várias cíclicas, cá fica a informação:
primeira cíclica; segunda cíclica; terceira cíclica.

Boa sorte!

28/09/2005

Terceira cíclica

Já estão disponíveis as novidades da terceira contratação cíclica. Mais uma vez, não há muitos horários.

Acabou-se

O sonho, agora apenas uma ilusão triste, de pertencer aos quadros do estado, com todos os benefícios que daí decorrem, acabou-se. Conferir notícia do público (pequenina, lá num canto da secção de economia) em que o Ministro das Finanças afirma que «Só os trabalhadores ligados às funções de soberania terão estatuto associado à "imagem de funcionário público"». Aparentemente o ministro quer a lógica privada na função pública.
Nós, professores contratados, somos oficialmente tarefeiros.
PS: Os privados cumprem as regras de efectivação. O Estado não. Será que essa mudança de gestão implica também (finalmente) o cumprimento da lei geral? (x anos de trabalho = efectivação). Não acredito.

27/09/2005

O fórum Educare

Acompanho este fórum há mais de um ano e, para lá de muitas outras considerações que seriam possíveis, há uma que me parece particularmente importante. É que participam nesse fórum várias pessoas que, ano após ano, passam pelas mesmas angústias, os mesmos problemas, o mesmo desespero: o desemprego, o sub-emprego, a colocação tardia, a colocação a centensa de quilómetros da família, os filhos que se "abandonam", os sonhos que se desvanecem.
Olho para trás - já lá vão 11 anos a dar aulas - e lembro-me que, no início, também eu estava assim; que a pouco e pouco "as coisas" foram melhorando ao ponto de hoje a efectivação ser uma possibilidade em aberto - tanto quanto o abandono puro e simples da profissão, devo dizê-lo.
Só que, olhando para a realidade actual, olhando para os números e para muitos dos casos que conheço in loco, pergunto-me: valerá a pena tanto sacrifício? Ou antes: merecerá o ME que tantos professores passem por todo este drama existencial? Dou por mim a ver casos profundamente deprimentes em que a vontade de ser professor suplanta todas as barreiras, todas as dificuldades.
A todos aqueles que acreditam vai daqui um grande abraço.

Ainda as horas extraordinárias

No site da FENPROF há um aviso que reitera a ilegalidade das últimas "interpretações" da lei feitas pelo Ministério. Convém ler...

5 de Outubro

A 5 de Outubro comemora-se o Dia do Professor. Como o fará o actual Governo?

25/09/2005

País surreal!

Este ataque só é possível porque Portugal é uma república das bananas. Os mesmos que aplaudem Isaltinos, Valentins, Torres e Felgueiras vários por gozarem com o sistema judicial e político português (julgo que ainda é uma democracia, não é?) apontam o dedo aos professores por trabalharem pouco, apoiados pelo governo que diz isso explicitamente em cada nova notícia sobre educação que deita cá para fora. Perguntem aos psicólogos e psiquiatras o que se passa connosco se já não acreditam em nós. Ser Professor é duro. Muito duro. E as condições que tinhamos eram essenciais para desempenhar bem as nossas funções. Agora... vou começar a pensar primeiro em mim e só depois nos alunos. Apontem-me o dedo!

Ignóbil!!!

Ignóbil!!! Impôr decisões injustas, ilegais, imorais sem sequer as negociar é uma atitude ignóbil. Isto só tem um nome: fascismo. Em democracia os procedimentos são outros. Alterar a designação de tempos lectivos apenas para não pagar horas extraordinárias é uma postura fascista indigna de uma democracia. As aulas de substituição quando leccionadas por um professor de outra área disciplinar passam a designar-se actividades educativas. Desta forma, o governo livra-se de pagar horas extraordinárias.
Mas o que é isso de actividade educativa? Conversar sobre futebol com os putos? Passear pelos jardins com eles? Para realizar alguma actividade educativa não estarei a suar um tempo, dois tempos, três tempos lectivos??? Como posso realizar uma actividade se não participei na sua planificação, nem sequer conheço os alunos para saber como agir com cada um deles? Esses gajos do ministério nunca deram aulas numa escola real. Não fazem ideia nenhuma do que é ser professor. Querem nos dar uma nova função sem nos pagar por isso.
Estamos perante o mais grave ataque á nossa profissão. Onde está a greve? Onde estão os professores na rua? Onde está a desobediência civil (dentro da escola recusando o que é ilegal e injusto)? Temos que agir, colegas. E depressa. Daqui a pouco estamos a limpar o pó das mesas e a lavar os quadros no final do dia.

Caloteiros

Agora nem as aulas de substituição constituem componente lectiva, contrariando o que está estipulado por lei. Por outras palavras: em resposta à exigência de pagamento de horas extraordinárias por parte dos professores, o Governo prepara-se para negar mais esse direito. Mais lenha na fogueira...

23/09/2005

Perigos da contratação

Num mundo ideal, os professores seriam contratados por períodos longos pelas própias escolas, permitindo a cada uma escolher o seu próprio corpo docente. Eventualmente, os docentes teriam algo a ganhar com isso, pois poderiam negociar melhores contratos em função dos objectivos de ambas as partes.

No país real, o que temos é uma série de "esquemas" mais ou menos legais em que quem tiver mais habilidade passa a perna aos outros. Senão veja-se o que aconteceu aqui para perceber os riscos da contratação de professores directamente pelas escolas.

E na sequência do meu post anterior, questiono: é para isto que andamos a sacrificar as nossas vidas pessoais?

Continuo à espera de respostas.

Mudar de vida

Ganha-se mal; trabalha-se muito; não há reconhecimento social; gozam connosco; alguém me apresenta motivos para se querer esta profissão? Ando nisto há 11 anos e cada vez mais penso em mudar de vida. Mesmo para aqueles para quem ser professor é um sonho, um projecto de vida, pergunto: e vale a pena?

Responda qem souber.

22/09/2005

Ensino de Português no estrangeiro

O Governo vai acabar com o destacamento de professores de português no estrangeiro, a partir do ano lectivo de 2006/2007. Segundo afirmou ontem o secretário de Estado adjunto da Educação, Jorge Pedreira, no futuro "a situação normal será a via da contratação", já que o destacamento de 60% dos professores no estrangeiro representa um encargo muito grande para Portugal, que não se justifica". O concurso de 2006 terá já novas regras.

Formação profissional

Se o Governo conseguir requalificar profissionalmente um milhão de portugueses até 2010, muitos e muitos formadores serão necessários para o fazer. Ou não? Quando a esmola é grande, o pobre desconfia.

Dia de colocações

Hoje há cíclicas. Aos que estão desempregados, boa sorte.