11/10/2005
MEDO têm!!!! .... VERGONHA NENHUMA!!!!!!!!!!!!!!!!!!
10/10/2005
Actividades para as aulas de substituição
Então carregue lá no play!
08/10/2005
O exemplo nem sempre vem de cima
Ninguém se lembra de gritar bem alto para toda a gente ouvir (inclusive aquele escritor equatoriano que tem coluna no jornal público à sexta, e que, já agora, demonstra uma ignorância atroz sobre a nossa actividade profissional) gritar, dizia, que a componente não lectiva NÃO É UM PRIVILÉGIO, É TEMPO DE TRABALHO EFECTIVO. Sem essas horas de trabalho (realizado na escola ou em casa) não há ser humano (nem o tal equatoriano) que consiga dar aulas com qualidade. Gritem.
06/10/2005
Professores trabalham muito
Achei que devia transcrevê-lo para aqui para que todos o pudessemos ler.
"Já estou saturado de ouvir e de ler que os professores, que passaram a ter a sua progressão "congelada" a partir, de 29 de Agosto último, progridem automaticamente. Isto, para além de ser uma falsidade, é um autêntico acto de desinformação da opinião pública. Então, para informação dos interessados, repare-se no que é necessário para o professor progredir na carreira, isto é, para subir de escalão:
1. O professor tem de frequentar acções de formação contínua em horário pós-lectivo/pós-laboral, numa relação de tempo/créditos de 25 horas/um crédito.
Eu, por exemplo, fiz nos últimos três anos cem horas de formação, com aproveitamento, para obter os quatro créditos que, após quatro anos de permanência no 5º escalão, me poderiam dar (agora já não ... ) a possibilidade de almejar a subida ao 6º escalão, em 2006.
2. O professor tem de elaborar, e apresentar ao Conselho Executivo, . para ser avaliado, um relatório crítico relativo ao seu desempenho como docente e ao seu desempenho de cargos - como director de turma/ano, de instalações; como coordenador de estabelecimento, de departamento, de conselho de docentes, de conselho de docentes de articulação curricular, da educação pré-escolar, dos directores de turma, de projectos, da biblioteca escolar e do centro de recursos, do desporto escolar, dos apoios educativos; como presidente da assembleia, do conselho pedagógico; como membro do grupo de trabalho do projecto educativo de agrupamento, do grupo de trabalho do projecto curricular de escola, do grupo de trabalho para o plano anual de actividades, da secção de avaliação, da secção científico-pedagógica, da secção de acompanhamento e avaliação dos cursos de ensino e formação e dos currículos alternativos; como assessor – com referência a todos os projectos e actividades em que esteve envolvido – clubes temáticos (de leitura, de informática, de jardinagem, de rádio, de cinema …), visitas de estudo, concursos científicos e literários, torneios desportivos, exposições, filmes e documentários vídeo, projectos de desenvolvimento de competências sociais, de intervenção no espaço-escola e no meio em que se insere a escola, entre muitos outros.
Uma colega minha, por exemplo, depois de ter frequentado, com aproveitamento, mais acções de formação do que aquelas que eram exigidas para a sua subida de escalão (fez mais de cem horas de formação), apresentou com 60 dias de antecedência (como é, quer dizer, era … de lei) o seu relatório de desempenho, que lhe levou duas semanas a elaborar, viu frustrados todos os seus esforços de progressão. A minha colega ficou, assim, tal como a progressão, “congelada”!
De lembrar, ainda, que o professor, para além desse relatório crítico de desempenho (realizado de três em três, de quatro em quatro ou de cinco em cinco anos, consoante o escalão), tem também de elaborar, no fim de todo e cada ano lectivo, relatórios referentes aos cargos que desempenhou e às actividades de enriquecimento curricular que desenvolveu.
Perante tanto cumprimento de exigências, quem é que, a não ser de má-fé, ainda será capaz de propalar que os professores têm progressões automáticas?"
In: Tribuna livre DN de 5 Outubro 2005
29/09/2005
Vamos exigir as 35 horas!!!
Recebi esta mensagem por e-mail e quero partilhar convosco...
Aos meus colegas professores: espalhem-na a ver se algumas coisas são
esclarecidas...
Vamos passar a exigir as 35 horas semanais... Assim a nossa sociedade não pode acusar os professores de trabalharem pouco...
"Pois eles até se queixam! Querem trabalhar 35 horas... só pode ser porque REALMENTE trabalham mais". Os pais deverão passar a perceber melhor o que se passa...
Há muitos que realmente não se preocupam com o trabalho que fazem e quanto menos melhor. Mas desses há em todas as profissões!
O que quero é trabalhar 35 horas e não me preocupar mais com a escola.
Porque, se a ideia for as 35 horas MAIS não sei quanto fora de horas então que nos paguem para isso, pois não há dúvidas que os "gordos" vencimentos que nos pagam são para 35 horas. Então vai ser o bom e o bonito: "Tenham paciência, mas não trago os testes! É que os computadores estiveram toda a semana ocupados por outros colegas. Fiquei até à hora de sair a olhar para as moscas porque não tinha onde trabalhar (o portátil é MEU, é para actividades de lazer, a escola não mo ofereceu!). Depois fui passear com a família. Estava fora das 35 horas. Vamos ver se para a semana temos mais sorte!" Ou então: -"O Stora!!! Outra vez o mesmo CD??? Tenham lá paciência. mas já requisitei outros no ano passado (iguaizinhos a uns que comprei para me entreter enquanto brinco com os meus filhos depois das 35 horas). ainda estou à espera. mas esta música é muito interessante, ora vamos lá abordá-la de uma outra forma, de certeza vocês vão gostar muito." (É que os professores que não tiverem imaginação e uma atitude muito positiva, não são bons profissionais). Ou ainda: "Desculpem lá, mas vou ao cinema com a minha mulher! São 17h e não posso continuar nesta reunião!" (Claro que posso ser obrigado a isso. se pagarem as horas extraordinárias. ou um
suplemento de isenção de horário!") Já agora. e a propagada necessidade de formação contínua, de
actualização??? No meu tempo familiar??? NEM PENSAR!!! Só nas desejadas 35 horas!!!!
EU QUERO UM HORÁRIO DE 35 HORAS!!!! E QUERO ORGANIZAR A MINHA VIDA PROFISSIONAL À VOLTA DESSAS 35 HORAS!!!! Exijo que me obriguem a estar na escola 35 horas, e mais nada! Ou então. calem-se e não me falem mais nisso pois, com jeitinho, pego num cronómetro e passo a impor-me 35 horas, mesmo
que não mo obriguem!!! Não gozem comigo!
A sério, vamos pedir as 35 horas!
Já agora, gostava de ver um estudo comparativo, sério, entre diferentes carreiras de licenciados. Horários, remunerações, sistemas de saúde, etc. Também gostava REALMENTE de saber que raio de privilégios é que tenho! É que se me parece que a nossa carreira é uma aberração, com um topo decente mas uma metade inicial uma anedota, seria interessante saber e não só parecer.
E para acabar, porque será que uma profissão que dizem tão privilegiada também dizem que só tem aqueles que não encontram mais nada??? Gostava de perceber. mas sou professor, não chego lá!
Eu também quero trabalhar as 35 horas na escola! Mas quero mais... Quero tirar as férias em diferentes alturas do ano e não ter de gramar sempre o Agosto!!! Tudo tão caro nesse mês. Vou já escolher: quero uma semana em Março, outra em Novembro e duas semanas na 1ª quinzena de Julho! E vou vender o meu PC de casa porque vou conseguir fazer tudo na minha escola!! Vai ser fantástico!
Vamos todos lutar pelas 35 horas!
Eu também quero trabalhar as 35 horas na Escola. E, já que ficamos cada vez mais igualados aos outros funcionários públicos, também quero poder marcar férias fora do período que medeia entre 15/7 e 31/8 (ou uma semana além, por causa do Serviço de Exames). É que fora desse período gozo melhor as férias: - há menos gente e tudo sai mais económico. Quero também deixar de ter o porta-bagagens do meu carro transformado num escritório ambulante, carregando testes, apontamentos e livros de casa para a Escola e vice-versa. Também quero poupar nos tinteiros para a impressora, nas resmas de papel e na energia eléctrica que gasto em casa, à conta da necessidade de preparar aulas, instrumentos de avaliação, reuniões, etc.
E mais, quero almoçar a horas e com sossego. As sandes do bar da Sala dos Professores, ingeridas num curto espaço de tempo, já me estavam a fazer mal ao estomago. Também quero que as reuniões acabem a horas e não se prolonguem para além das 20 horas, já para não falar de alguns Pedagógicos em que a Ordem de Trabalhos traz assuntos mais complicados que vão para além dessa hora. Quero sair à noite descansadamente, para tomar um café, sem pensar que ainda tenho alguns testes para corrigir, algumas notas a rever por causa das avaliações intercalares, etc...
Vamos exigir as 35 horas na Escola!!!
Links úteis
primeira cíclica; segunda cíclica; terceira cíclica.
Boa sorte!
28/09/2005
Terceira cíclica
Acabou-se
27/09/2005
O fórum Educare
Olho para trás - já lá vão 11 anos a dar aulas - e lembro-me que, no início, também eu estava assim; que a pouco e pouco "as coisas" foram melhorando ao ponto de hoje a efectivação ser uma possibilidade em aberto - tanto quanto o abandono puro e simples da profissão, devo dizê-lo.
Só que, olhando para a realidade actual, olhando para os números e para muitos dos casos que conheço in loco, pergunto-me: valerá a pena tanto sacrifício? Ou antes: merecerá o ME que tantos professores passem por todo este drama existencial? Dou por mim a ver casos profundamente deprimentes em que a vontade de ser professor suplanta todas as barreiras, todas as dificuldades.
A todos aqueles que acreditam vai daqui um grande abraço.
Ainda as horas extraordinárias
25/09/2005
País surreal!
Ignóbil!!!
Mas o que é isso de actividade educativa? Conversar sobre futebol com os putos? Passear pelos jardins com eles? Para realizar alguma actividade educativa não estarei a suar um tempo, dois tempos, três tempos lectivos??? Como posso realizar uma actividade se não participei na sua planificação, nem sequer conheço os alunos para saber como agir com cada um deles? Esses gajos do ministério nunca deram aulas numa escola real. Não fazem ideia nenhuma do que é ser professor. Querem nos dar uma nova função sem nos pagar por isso.
Estamos perante o mais grave ataque á nossa profissão. Onde está a greve? Onde estão os professores na rua? Onde está a desobediência civil (dentro da escola recusando o que é ilegal e injusto)? Temos que agir, colegas. E depressa. Daqui a pouco estamos a limpar o pó das mesas e a lavar os quadros no final do dia.
Caloteiros
23/09/2005
Perigos da contratação
No país real, o que temos é uma série de "esquemas" mais ou menos legais em que quem tiver mais habilidade passa a perna aos outros. Senão veja-se o que aconteceu aqui para perceber os riscos da contratação de professores directamente pelas escolas.
E na sequência do meu post anterior, questiono: é para isto que andamos a sacrificar as nossas vidas pessoais?
Continuo à espera de respostas.
Mudar de vida
Responda qem souber.
