Tal notícia merece-me alguns reparos:
- Não é dito que durante o mês de Setembro e parte dos meses de Outubro e Novembro milhares de professores não estavam colocados, por incompetência da anterior equipa governativa;
- Não é dito que os Professores são obrigados a fazer formação contínua, o que os leva a faltar justificadamente;
- Não é dito que se um Professor fizer uma visita de estudo tem falta a todas as turmas ao longo do dia, ainda que estejaa trabalhar 10 ou 12 horas (ou mais, quando pernoita) ainda que ganhe exactamente o mesmo que ganharia se ficasse em casa; trata-se, portanto, de trabalho não remunerado;
- Não é dito que se um Professor chegar atrasado ao primeiro tempo de nada lhe vale ir ao segundo, pois é-lhe maracada falta na mesma, numa das mais aberrantes e irracionais medidas de que há memória;
- Não é dito que os Professores não têm direito a acompanhar filhos doentes se estes tiverem mais de dez anos;
- Não é dito que uma enorme fatia dessas faltas são compensadas à custa dos dias de férias a que todos os trabalhadores têm direito;
- Não é dito que se os Professores estiverem em serviço de exames podem ser dispensados da componente lectiva, pelo que, mais uma vez, têm falta embora estejam a trabalhar;
- Não é dito que se forem marcadas reuniões para o mesmo período em que decorrem as aulas, a reunião se sobrepõe às ditas aulas, pelo que mais uma vez o Professsor está a trabalhar embora tenha... falta;
- E não é dito que esses nove milhões estimados, dos quais 7,5 são confirmados, correspondem, afinal, a 5% do total de horas previstas





