08/06/2006

Adenda ao post anterior

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A indexação às escolas, da dotação de vagas para professores titulares, impedirá os professores dos quadros de zona pedagógica de ascenderem a esta categoria.
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04/06/2006

Análise da proposta de ECD feita pelo ME - II

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Implicações da proposta da ME
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1- O ME considera que as Escolas de Formação, nomeadamente as do Estado não têm competência para formar profs, portanto a entrada no Quadro apenas se faz após exame e entrevista com avaliação psicológica.
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2- O ME acabou com os estágios pedagógicos por não os querer pagar – agora o 1º ano no quadro não será mais do que um estágio – quem não tiver Bom é exonerado.
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3- O ME usou e abusou dos contratos de professores já profissionalizados e não profissionalizados, no entanto quem entrar para o Quadro entra para o ano 1 do escalão 1. – O ME rouba, sem pejo, a vida a centenas de milhares de professores.
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4- O ME acaba com o concurso universal destinado a suprir todas as carências do sistema para se restringir ao concurso para o quadro. As necessidades não permanentes (que apenas existem porque não abre vagas) serão feitas por oferta de escola.
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5- O ME reformula a carreira dividindo-a em duas partes: professores e professores titulares – em cada uma há apenas 3 escalões (há, neste momento 10 escalões para progressão na carreira).
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6- O ME consagra, nesta proposta, 14 deveres, 21 conteúdos funcionais para professores mais 8 conteúdos funcionais para professores titulares.
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7- O ME refere ainda n competências, a ser definidas para cada professor, por disciplina/ano se se der mais do que uma disciplina multiplique por x as n competências).
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8- O ME propõe uma avaliação anual em que serão considerados todos os itens referidos nos pontos 5 e 6 – quem não tiver Bom não progride.
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9- O ME faz depender a avaliação dos professores de inúmeras variáveis externas à acção e controle do professor incluindo a obrigatoriedade de 97% do cumprimento da actividade atribuída (transfira-se isto para faltas, não esquecendo como se processa a nossa marcação de faltas – cada tempo de 45 minutos é igual a uma falta).
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10- O ME adapta aos professores o SIADAP (sistema integrado de avaliação de desempenho, em funcionamento na FP) com todas as implicações que dele advêm (convém que todos se informem sobre as implicâncias deste modelo).
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11- Para progressão dentro dos 3 escalões de professor basta “apenas” BOM.
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12- Neste sistema de avaliação, em cada 20 funcionários, só 1 pode ter Excelente, e só 4 Muito Bom – Condições de acesso a professor titular.
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13- A progressão depende destas avaliações – o ME pretende a estagnação das carreiras (tal como é pretendida na FP). Apesar de tanto num lado como noutro se falar de meritocracia e de se instituírem prémios monetários para a pagarem, apenas se pretende redução dos “lugares de topo” o que é igual a redução com despesas de vencimento.
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14- O ME exige exclusividade mas não a paga. A Exclusividade é uma escolha e quando existe paga-se e paga-se bem.
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15- O ME retira todos ou quase todos os direitos consagrados no ECD.
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16- A carga horária do secundário volta a aumentar 2 horas.
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17- A redução da componente lectiva por idade diminui e é adiada no tempo ( o que mais uma vez vai fazer diminuir os lugares para contrato).
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18- Os chamados “cargos” serão apenas atribuídos a professores titulares.
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19- Aumenta a carga lectiva para os professores titulares e na componente não lectiva atribui-lhes uma carga de competências que não se coadunam com o tempo que lhes deixa para essa componente.
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20- Obriga a constante formação científica e pedagógica e à frequência de acções de formação mas só deixa a componente individual (bastante diminuída) para esse fim.
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21- Deixa inúmeros pontos para definição posterior, nomeadamente a indexação dos vencimentos dos escalões e, apesar de dizer que ninguém será pago abaixo do índice por que está a receber, não explica como vai ser feita a integração nos novos escalões – não explica como se fará a passagem de 8 escalões para 3, nem como se fará a passagem dos outros 2 escalões também para 3.
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22- Não reconhece aos professores que por inerência do escalão passem para titular o seu direito à titularidade, mas sim “equiparação a”.
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Creio que estes são os pontos mais prementes desta proposta a que a ME chama “Regime Legal do Pessoal Docente …”.
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Análise da proposta de ECD feita pelo ME - I

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No geral:

1 - esta proposta não visa mais do que diminuir despesas … e quem corta num dos sectores fundamentais do país, mais tarde ou mais cedo …

2 - aposta na desmotivação dos professores e em carreiras de estagnação, já que espartilhadas não contribuirão de modo algum para o desenvolvimento da educação em Portugal

3 - aposta na competição desmedida entre os professores, contribuindo para a destabilização do meio escolar e para o individualismo, tão ao contrário da necessidade do trabalho nas escolas

4 - investe, mais uma vez no desprestígio e na desautorização dos professores, por atribuição da culpabilidade do insucesso e do abandono escolares

5 - institui um clima de suspeição na atribuição das avaliações dos alunos ao fazer depender parte da avaliação dos professores da avaliação dos “interessados” (pais /alunos)

6 - atribui ao professor uma carga de deveres, funções, competências de uma extensão desmedida … incapaz de ser cumprida em qualquer profissão e faz depender a avaliação destes factores.

7 - aposta numa curva de avaliação (como o faz em toda a função pública) que desmotiva ou acerba qualquer trabalho para a excelência, o que é mau em qualquer profissão

8 - inverte todo o sentido de formação ao estatuir-se a si próprio como regulador das qualificações obtidas nas escolas de formação, em vez de exigir competência a essas escolas.

9 - exige exclusividade, no entanto não a paga, à semelhança de todas as profissões em que esta existe (por escolha do interessado)

10 - desrespeita os professores que tem usado e de que tem abusado, a contrato sem abrir quadros, e para os quais não prevê a recuperação do tempo de serviço após entrada na carreira

11 - cria duas categorias de professores apenas com o objectivo de impedir uma progressão na carreira e um acesso ao topo a todos os professores – nenhuma outra razão o justifica
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12 - o Me institui-se como Ordem (em casa própria) ao limitar o acesso à profissão através de exame
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06/03/2006

Que pensam eles que nós fazemos na escola?!

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Tal como o outro, ele também foi à Finlândia!!!
Foi à Finlândia, numa visita de 24 horas ... e apenas numa manhã, numa manhã em que visitou uma escola, considerada como ESCOLA MODELO (Escola Básica de Ressu) ficou impressionado com o nível educacional deste país!!!
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Nesta escola "o ensino do inglês tem um lugar de destaque e as novas tecnologias são amplamente utilizadas."
Nesta escola estudam 400 alunos, dos sete aos 16 anos e, tal como em todos os estabelecimentos de ensino do país, é o município que tem a seu cargo a gestão da escola, desde a escolha dos orçamentos à selecção dos professores. O primeiro-ministro afirmou estar «impressionado» com o nível educacional e com a organização do sistema finlandês de ensino e, durante a visita, aproveitou para trocar algumas palavras com os alunos. Os exames nacionais são, também, prática na Finlândia mas com a diferença de que aqui a responsabilização é da escola e não dos alunos, em caso de insucesso escolar. Uma ideia que agrada ao ministro da Economia, Manuel Pinho, que acompanha José Sócrates nesta visita, bem como o ministro da Ciência, tecnologia e Ensino Superior, Mariano Gago. (in: http://tsf.sapo.pt/online/portugal/interior.asp?id_artigo=TSF168736 ).
O chefe do Governo português ficou a saber que a política nacional de combate ao insucesso escolar na Finlândia começou a ser concretizada na década de 70 e que na Escola Básica de Ressu há sempre um professor na sala de aula unicamente dedicado a ajudar os alunos que revelarem dificuldades na aprendizagem de uma determinada matéria.
O primeiro-ministro quis saber se estes alunos são ajudados com aulas extra, mas os responsáveis da escola explicaram-lhe que esse tempo lectivo suplementar era considerado desnecessário: «Numa sala de aula, há sempre mais do que um professor. Logo que um aluno revela uma dificuldade, um dos professores da sala assiste-o».
(in:
http://www.portugaldiario.iol.pt/noticia.php?id=654211)
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No mesmo dia ... Coincidência ... ou talvez não!
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A três dias de terminar o mandato, Jorge Sampaio voltou a defender a necessidade de medidas de apoio das escolas para combater o insucesso escolar. O Presidente da República lembrou ainda a importância de uma escola que não exclua ninguém.
Para a concretização de uma educação de qualidade, não basta garantir o acesso à escola. Tenho defendido repetidamente, que é necessário que a escola proporcione as condições para que todos possam aprender, o que exige estratégias de apoio aos alunos que encontram dificuldades nos seus percursos escolares», afirmou. Jorge Sampaio defendeu que «o insucesso escolar, na base de inúmeros abandonos, deve ser combatido degisnamenatde através do enquadramento de cada aluno, de apoios individualizados, de diversificação das ofertas educativas, da organização da escola como um meio culturalmente rico capaz de contrariar as desigualdades infelizmente tão marcantes na vida das crianças e dos jovens» (In: http://tsf.sapo.pt/online/portugal/interior.asp?id_artigo=TSF168739 )
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Onde estará a diferença?
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O 1º ciclo da minha escola, uma EBI, teve durante vários anos, aulas de EF, EV, EM e Inglês, dadas por professores dos 2º e 3º ciclos. Foram retiradas porque o ME, reduziu as horas de escola e porque, em nome do professor único, o 1º ciclo não podia ter outros professores a trabalhar com as crianças.
Os professores dos 2º e 3º ciclos notaram uma diferença substancial nos alunos que durante esses anos tiveram essa diversidade de aulas.
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A população da minha escola é uma população de um bairro de realojamento, constituída na sua grande maioria por alunos de origem caboverdeana. Para além destes há uma pequena minoria de alunos de raça cigana, alguns (poucos) de raça caucasiana e uma meia dúzia oriundos da Guiné, Angola, S. Tomé e Moçambique.
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O bairro onde residem é dos mais bem apetrechados, quer em condições de espaço físico, quer em equipamentos desportivos (campos de jogos, piscinas, etc), quer ainda em apoios sociais. Neste bairro há tudo. É óptimo que isso aconteça. No entanto, este facto, quanto a mim, é um erro. Sociologicamente é um erro que nos vai custar caro. Estas famílias têm tudo ... não têm que lutar por nada... e não lhes é exigido nada em troca. Isto reflecte-se nos "putos" ... eles sabem que "as coisas" que precisam, aparecem!
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Na minha escola há tudo o que há nas escolas da Finlândia: apoios (dos dois tipos), informática (aulas desde o 1º ciclo e clubes de informática), clubes variados, desporto escolar (9 clubes de competição, mais actividades diversas ao longo do ano), tutorias, projectos diversos(bullying, escolhas, proqual, relações com o centro de saúde e com as assistentes socias, etc).
O projecto escolhas tem mediadores que trabalham com os putos na escolas e fazem a ligação com as famílias indo a casa destas, em caso de problemas e/ou de abandono escolar.
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No entanto, "os putos" são assim: muitos não levam livros, nem material escolar (e têm-no porque quase todos têm ASE), faltam às aulas de apoio, não fazem TPCs, não prestam atenção nas aulas, inscrevem-se nos jogos e nos treinos e não aparecem, não se respeitam entre si (e muitas vezes não respeitam os adultos), não respeitam os materias, teimam em falar crioulo.
Apesar de tudo, temos conseguido ir trabalhando com eles, temos conseguido obter alguns frutos, temos conseguido fazer alguns milagres.
Os que vão para escolas fora do bairro têm comportamentos totalmente diferentes. Aí, têm que se impôr sendo melhores do que os outros.
Quanto a mim, consideram a escola do bairro como um prolongamento do bairro, onde tudo deveria estar sujeito às mesmas leis ... terem direito a tudo sem terem que dar nada em troca.
Isto merecia um estudo!!!
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Aparamentemente, se o nosso primeiro for ver a escola, verá o que pode ver em qualquer escola (nomeadamente as da Finlândia) ... boas condições, oferta educativa variada, boa organização de espaços físicos e de recursos humanos, bons profissionais. ... tudo menos os professores de apoio na sala de aula!!! será daí que vem a diferença?
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Qual será, então, a diferença?!
Como será possível que a responsabilidade passe apenas pela escola e não sejam pedidas ou exigidas contrapartidas aos alunos?

29/01/2006

Todas as cíclicas

A DRE Algarve tem um resumo de todas as cíclicas. Os interessados devem consultar o respectivo site.

27/01/2006

17ª cíclica

Podem ser consultadas aqui.

Infelizmente não é possível apresentar as cíclicas 14, 15 e 16. O blog não dispõe de espaço próprio e os sites para os quais estavam dieccionados os links deixaram de fazer as actualizações. Agradeço a quem conheça links com essa informação que o comunique, de forma a actualizar as ligações.

18/01/2006

Prémios BLOPEs 2005

Os Prémios BL0PEs (um BLoPE é um BLOgue em Português ou Espanhol na área da Educação) pretendem divulgar e incentivar a utilização da importante ferramenta que é um blogue na área da Educação.

Pretendemos que estes prémios sejam uma marca de respeito, reconhecimento e homenagem ao trabalho que os educadores tiveram durante o ano, que as suas contribuições e esforços sejam mais reconhecidas pela comunidade.

Ou seja, o processo de entrega de prémios pretende ajudar a aumentar a importância dos blogues no campo da educação e ajudar a tornar esse excelente trabalho conhecido pela população em geral, bem como servir de mote de inspiração para o que é possível fazer com o poder dos EduBlogues por parte de alunos e educadores em geral.

Quer esteja no campo da educação ou tenha conhecimento de alguém que pense merece que o seu trabalho tenha reconhecimento, nomeio-os para os Prémios BLoPEs 2005, através deste blogue ou enviando um email para premios2005@blopes.com! Nesta primeira edição, cada pessoa pode nomear até 3 blogues por categoria.

Datas: Até Janeiro, será a altura de efectuar as nomeações e em Fevereiro, serão as votações para a eleição dos melhores em cada categoria, escolhidos através da selecção de um júri independente.

Em Março, haverá a votação para o Melhor do Ano 2005 entre os vencedores das diferentes categorias.

PARTICIPE!

E as categorias são:


* Melhor Blogue feito por uma escola
(utilização dos blogues no processo ensino aprendizagem)

* Melhor Blogue feito por um professor

* Postagem, recurso ou apresentação mais influente

* Melhor Blogue, serviço ou programa ao serviço da educação

* Melhor Blogue de Ciência/Cientista

* Melhor Blogue de uma biblioteca/bibliotecário

* Melhor Blogue de um museu/museólogo

* Melhor Blogue feito por uma criança

* Melhor Podcast


http://osblopes.blogspot.com/

16/01/2006

O pântano da contagem de tempo

  • Atenção colegas contratados com horário incompleto: algumas escolas não estão a contar o tempo de serviço como deviam.
  • É normal passarmos um mês ou mais desempregados antes de conseguirmos um horário nas cíclicas. Esse tempo em que estamos desempregados apenas é contado como tempo de serviço se até 31 de dezembro obtivermos uma colocação. Esse período sem actividade é, então, considerado para tempo de serviço pelo horário mais favorável ao docente: o que terminou a 31 de Agosto, ou o que se iniciou algures no primeiro período.
  • Ex.: A colega Escrava Isaura esteve colocada com 12 horas até 31 de Agosto. Passou Setembro e Outubro desempregada e foi colocada com 14 horas a 1 de Dezembro (esqueçamos o feriado para simplificar). Para efeito de concurso, o tempo de serviço a contar inclui Setembro e Outubro com o melhor dos dois horários, neste caso o de 14 horas.
  • Mas, se a nossa colega Escrava, por artes milagrosas cada vez mais raras, conseguir aumentar o seu horário, digamos para 17 horas, o que acontece? TODO O TEMPO DE SERVIÇO DESDE DIA 1 DE SETEMBRO DEVE SER CONTADO PELAS 17 HORAS. Aqui é que algumas escolas estão a prejudicar os professores pois não fazem isto. Estejam bem atentos e façam bem as contas. Um dia num horário de 6 horas representa pouco mas migalha é pão.
  • Outra questão, que até espantou os dirigentes do SPN quando lhes coloquei o problema, refere-se aos colegas que tem apenas horário no ensino secundário (O que acontece com todos os colegas do grupo 10ºB, por exemplo). Aconteceu-me ser colocado numa escola com horário de 13 horas e, chegado lá, ser confrontado com 11!!!!! Sim, ONZE. Porque suas excelências iluminadas acrescentaram às 11 horas lectivas as 2 de redução por se tratar de um horário exclusivamente secundário. (No estatuto da carreira que consultei não percebi se existe mesmo redução, ou se o horário em si mesmo é que muda, aspecto que tem relevância para o problema que estou a relatar.)
  • Disseram-me para estar descansado que o tempo de serviço (11h) era contado com base em 20 horas e não em 22, e que 13h num horário de 22h (Hipótese A) «é igual» a 11h num horário de 20h (Hipótese B). Seria, portanto, indiferente apresentar um horário ou outro a concurso!!!
  • Vou passar por alto a óbvia constatação de que nas listas do grupo 10ºB (o meu) só aparecerem horários com base 20, e portanto aquelas 13 serem entendidas por todos os candidatos como 13h/20h. Esqueçamos isso. O problema é ainda mais curioso.
  • Apesar de filósofo desavindo com a matemática à décadas esta proporção pareceu-me estranha. Fiz as contas e adivinhem a minha conclusão. A contagem do horário A é inferior à do horário B.
  • Façam as contas também e digam lá se não temos razão para reclamar destas fórmulas de contagem do tempo medievais. Receber um salário proporcional às horas que trabalhamos acho justo, mas o tempo de serviço não. Um professor é um professor. Não é apenas 1/2 professor ou 1/3 professor.
  • Estejam atentos porque o concurso está à porta. O tempo para matemáticas correctivas já é pouco.

11/01/2006

Concursos 2006/7

Já há ante-projecto, que na verdade parece ser o Projecto final. Convém ler muito atentamente...

Reintegrados

Segundo a DGRHE, os candidatos que foram excluídos do concurso por assinalarem apenas a alínea a) serão readmitidos.

A medida é polémica, pois quem o fez teve em conta o facto de isso coarctar as suas opções. Logo, por uma questão de justiça, deveriam esses candidatos poder refazer TODAS as suas opções? E que dizer da mudança das regras a meio do jogo?

Se alguns são beneficiados, muitos outros são prejudicados...

Cíclicas, take 15

Já há cíclicas...

08/01/2006

O que há de novo?

Muito, ou muito pouco. Decorrem "negociações" entre o ME e os sindicatos tendo sido apresentado um ante-projecto de lei.

31/12/2005

Receita de ano novo

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Para você ganhar belíssimo Ano Novo

cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,

Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido

(mal vivido talvez ou sem sentido)

para você ganhar um ano

não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,

mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;

novo

até no coração das coisas menos percebidas

(a começar pelo seu interior)

novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,

mas com ele se come, se passeia,

se ama, se compreende, se trabalha,

você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,

não precisa expedir nem receber mensagens

(planta recebe mensagens?

passa telegramas?)

......

Não precisa

fazer lista de boas intenções

para arquivá-las na gaveta.

Não precisa chorar arrependido

pelas besteiras consumidas

nem parvamente acreditar

que por decreto de esperança

a partir de janeiro as coisas mudem

e seja tudo claridade, recompensa,

justiça entre os homens e as nações,

liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,

direitos respeitados,

começando pelo direito augusto de viver.

......


Para ganhar um Ano Novo

que mereça este nome,

você, meu caro, tem de merecê-lo,

tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,

mas tente, experimente, consciente.

É dentro de você que o Ano Novo

cochila e espera desde sempre.

Carlos Drummond de Andrade

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Vem aí um ano completamente novo, prontinho a estrear, prontinho a usar.

Que tenhas SAÚDE para o encher de AMOR … ALEGRIA … SONHO … MAGIA.

Usa-o bem para que tenhas um ano feliz.

:))))))) a todos

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19/12/2005

quisera ...

18/12/2005

Links úteis

A pedido de várias famílias (literalmente!), cá ficam alguns links que podem ser úteis a todos os colegas:
Alguém detecta por aí algum tipo de "fúria legislativa"?

17/12/2005

reuniões

em:
http://www.escolaridades.blogspot.com/

12/12/2005

Vale a pena ler

Este site tem muita informação relevante. Publicado por f... no fórum Educare.

11/12/2005

Lá como cá ...

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Laurent Lafforge nomeado no início de novembro (2005) para o "Haut Conseil de l'Education" demite-se no dia 21 do mesmo mês. Prestigiado matemático, professor permanente do l'Institut des Hautes Études Scientifiques, agraciado com diversas condecorações e prémios, pede a demissão, pressionado por M. Racine, presidente do HCE e por M. Seban, conselheiro do Presidente da Républica, para a Educação, em resultado da carta que lhes enviou sobre o estado da educação no país.
M. Racine considerou que "a violência apaixonada dos meus considerandos sobre o estado actual do nosso sistema educativo e sobre a responsabilidade das instâncias dirigentes da Educação Nacional, tornariam impossível um debate sereno no seio do HCE visando a construção de um consenso ou pelo menos de uma maioria sólida".
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Nessa carta, Lafforgue afirma:
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"(...) há já ano e meio que me interesso seriamente pelo estado da educação no nosso país - (...) - e cheguei à conclusão que o nosso sistema educativo público está a caminho da destruição total.
...
Esta destruição é o resultado de todas as políticas e de todas as reformas conduzidas por todos os governos desde o fim dos anos 60.
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Estas politicas foram deliberadas, aprovadas, implementadas e impostas por todas as instâncias dirigentes da Educação Nacional, em especial pelos famosos experts da EN, o corpo de Inspectores (recrutado de entre os professores mais dóceis e mais submissos aos dogmas oficiais, (...) as direcções e corpo de formadores dos IUFM povoados pelos famosos didácticos e outros especialistas das chamadas ´ciências da educação` (...).
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Estas politicas inspiraram-se numa ideologia que consiste em deixar de valorizar o saber atribuindo à escola a prioridade de outros papeis que não os de instrução e de transmissão do saber, crença imposta por teorias pedagógicas delirantes, o desprezo pelas coisas simples, o desprezo pelas aprendizagens fundamentais, a recusa de ensinamentos construídos, explícitos e progressivos, o desprezo pelo conhecimento de base aliado à imposição de conteúdos confusos e desmesuradamente ambiciosos, a doutrina do aluno como “centro do sistema” devendo “construir ele próprio os seus saberes”.
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Esta ideologia conquistou igualmente as instâncias dirigentes dos sindicatos maioritários, começando pelo SGEN.
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Toda esta gente tem, hoje, um único objectivo: declinar a sua responsabilidade e mascarar, por todos os meios, a realidade do desastre.
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Não sei quais, de entre eles, (...) não participaram na loucura colectiva, nem quais os que participaram mas já deram conta das consequências dramáticas dos erros acumulados (…)"
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Compreende-se a preocupação de M. Racine!!!...
Vale a pena ler os documentos completos em:
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10/12/2005

Inspecção-Geral detecta excessiva mobilidade dos professores

Mais um estudo à medida das medidas supostamente autonomizadoras dos concursos dos professores. A ler com atenção, em conjunto com outras notícias. O cerco aperta!

08/12/2005

Nova proposta de Lei para os concursos

Consulte aqui.

Segundo a FENPROF,
* Os educadores de infância, os professores do 3º Ciclo do Ensino Básico e do Ensino Secundário, dos Quadros de Escola, só podem concorrer de 3 em 3 anos;
* Os professores dos 1º e 2º Ciclos do ensino Básico e do Ensino Especial, dos Quadros de escola, só podem concorrer de 4 em 4 anos;
* As afectações nos QZP, excepto quando os lugares não se mantiverem vagos, serão pelos mesmos períodos de tempo;
* Os destacamentos para aproximação à área de residência familiar são eliminados;
* Os horários até 12 horas serão preenchidos por oferta de escola;
* Permite a recondução por 3 ou 4 anos dos docentes dos QZP nos estabelecimentos onde já estão afectos este ano.