20/10/2005

Planos para Desempregados

237 milhões para empregar cem mil jovens licenciados

O Plano Nacional de Emprego (PNE), ontem apresentado pelo Governo, destina uma verba de 237 milhões de euros à integração no mercado de trabalho de cerca de 108 mil licenciados inscritos nos centros de emprego.

Um dos objectivos do PNE é conseguir que todos os desempregados com qualificações superiores vejam os seus casos tratados entre Outubro e Dezembro de cada ano, de preferência, acedendo de imediato a um emprego ou efectuando um estágio profissional.

Este programa de intervenção específica para desempregados contempla ainda outros alvos - trabalhadores com níveis de qualificação mais baixos, jovens desempregados com poucas habilitações e os grupos sociais mais afectados pelas desigualdades territoriais e sectoriais no mercado de trabalho.


E há uma feira de emprego em Lisboa:


A 7ª Feira de Emprego e Formação de Lisboa abre na sexta-feira ao público com cerca de 3.000 empregos disponíveis. Com entrada gratuita, a iniciativa decorre até sábado na Gare Marítima de Alcântara, em Lisboa, noticia o Público.


De acordo com o jornal, a feira é organizada pela Jobfair e contará com a presença de cerca de 30 empresas das áreas de consultadoria, recursos humanos, segurança, comunicações e novas tecnologias, entre outras.

Em declarações ao jornal, o director-geral da Jobfair, João Carlos da Costa, afirmou que a grande vantagem em visitar a 7ª Feira de Emprego e Formação de Lisboa é poder encontrar num só sítio várias oportunidades de emprego.

As portas da Gare Marítima de Alcântara estão abertas entre as 12:00 e as 21:00 horas.

2 comentários:

Hugo Montes disse...

Claro que há muitos professores jovens desempregados!! E a razão para isso acontecer é simples, estão cada vez mais professores de maior idade a dar aulas e a tirar lugar aos professores mais jovens e verdadeiramente competentes. Digo isto como aluno que vê, tal como os seus colegas, os professores tornarem-se mais desinteresados e darem as aulas de forma mais monotona e ineficaz.
Mas também digo isto por esperiencia própria visto que os professores que considero agora terem sido os melhores que já tive serem jovens estagiários que estão agora no desemprego.
Deixo uma última mensagem, acho que os professores que têm maior efectividade ou que já têm mais anos de trabalho mostrem um sentido de sacrificio para com os seus colegas e escolham abandonar o ensino voluntáriamente para poder dar novas oportunidades aos seus colegas mais novos e melhorar o desempenho dos alunos.

f... disse...

Que engraçado! Abandonar o ensino voluntariamente?! Não sabe das novas medidas? Os professores e não só apenas se podem reformar a partir dos 65 anos! Acha que as pessoas vão trabalhar uma vida inteira para depois virem para casa com uma reforma reduzida só por espírito de sacrifício, só para dar lugar aos mais novos? A sociedade é que tem que reconhecer o facto de esta profissão ser uma das profissões mais extenuantes que existe. E a sociedade acabou de negar esse facto, quer através do governo e da ministra, quer através dos pais. Quando chegar à idade dos professores que agora critica vai ver como se vai sentir. Mais uma observação: experimente ser aluno (que não acredito que seja) dum desses estagiários no ano a seguir a ter sido estagiário; no ano a seguir e nos seguintes e vai notar a diferença. Não estou a criticar. Estou apenas a referir uma realidade que se prende com o trabalhar para a nota. Acredite que o profissionalismo de que fala tem mais a ver com feitio e paciência do que com a idade. É certo que a partir de certa altura as pessoas se cansam. Para isso existiam as reduções que resolveram chamar de privilégios. Agora, devido à retirada desses privilégios, há menos horários para os mais novos. Agora os professores estão todos ocupados em actividades sem fundamento e sem valia. Agora estão ocupados, mas irritados por andarem de um lado para o outro sem produzirem algo de útil. Pelo menos isso, a mim, cansa-me, cansa-me imenso. O trabalho nunca me cansou!! O que me cansa é o completo desinteresse dos alunos pelas actividades que proponho (refiro-me à escola onde estou agora ... nas outras não senti isso) e o ter que fingir que ocupo o tempo só para ME ver e depois ter que vir para casa fazer tudo o que não pude fazer na escola porque não há o minímo de condições para trabalhar.