13/09/2006

Governo quer diminuir desigualdades salariais na carreira dos professores

Notícias destas costumam trazer "molho"... Aguardemos, pois.

A ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, disse hoje, em Chaves, que o Governo quer diminuir a desigualdade entre os salários que os professores portugueses recebem no início e no topo da carreira, aproximando mais as remunerações.

Os professores portugueses estão entre os que menos recebem no início da profissão, segundo um estudo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) sobre as remunerações dos docentes dos 30 países, mas estão no topo da lista dos mais bem pagos quando atingem o topo da carreira.

"Quando se fazem as comparações internacionais da estrutura salarial dos nossos docentes, o que se percebe é que no início de carreira, os professores têm um salário baixo e um topo de carreira têm um salário mais elevado que os professores de outros países do espaço da OCDE", referiu Maria de Lurdes Rodrigues.

Por isso mesmo, o Ministério da Educação quer "reduzir esta desigualdade, aproximando justamente os salários dos professores em início e no topo carreira".

5 comentários:

Anónimo disse...

Quero ver os colegas bem instalados no fim da carreira abdicarem dos salários chorudos que recebem, pelas poucas horas e pelo pouco trabalho que fazem (é todo empurrado para os mais novos)! Agora é que vão andar a queixar-se e a fazerem greve porque são afectados. Sim, porque nunca os vi preocuparem-se pelo facto de os colegas mais novos ganharem menos que alguns trolhas!

f... disse...

Começo a estar farta das generalizações!!!

Em 1º lugar: há colegas mais velhos... e há colegas mais velhos!!!
Em 2º lugar: há colegas mais novos ... e há colegas mais novos!!!

Há colegas mais velhos competentes, trabalhadores, que ajudam os mais novos, que até aceitam fazer "coisas de que não gostam" para deixar turmas para irem a concurso... e que lutam e sempre lutaram pela sua classe!!!

Há colegas mais velhos que não são nada disto!!!

Há colegas mais novos competentes, trabalhadores... e que lutam pela classe!

Há colegas mais novos que não são nada disto!!!

Conheço estes 4 tipos de colegas ... e posso dizer-lhe que a percentagem dos maus é muito idêntica tanto entre os mais velhos, como entre os mais novos.

Por isso deixem de generalizar ... deixem de dividir por idades ... deixem de catalogar pessoas. Há maus profissionais em todo o lado ... mas isso não tem a ver com a idade.

Nota: infelizmente, ultimamente até vejo os colegas mais novos, que serão os mais afectados, completamente inertes para a luta. Só os vejo pronunciarem-se na altura dos concursos. Assim que arranjam colocação já não mexem uma "palha" pela dignificação da classe. E com esta proposta, em que "têm que agradar aos CEs" para terem o aval para ficar no ano seguinte, maior vai ser a inacção neste campo .

Anónimo disse...

...e que tal acabar pura e simplesmente com a carreira e o princípio injusto do aumento salarial em função dos anos de serviço?
Um salário digno, igual para todos.

Prof24 disse...

Caro anónimo:

Totalmente, absolutamente e radicalmente em acordo com a sua proposta.

cinderela-dos-pes-grandes disse...

Pois... os mais velhos falam mal dos mais novos e acham que eles não fazem nada de jeito... os mais novos falam mal dos mais velhos e acham que eles não fazem nenhum...

Chama-se a isto perder tempo e não ir a lado nenhum, e estou completamente de acordo com f...

Generalizações, é aquilo que a população em geral faz sobre todos nós professores. E será que anonymous se revê nessas generalizações?... ;) Duvido!