22/11/2005

Como disse?

"O país não conseguirá atingir as metas de desenvolvimento científico sustentado se não tiver professores motivados e preparados para formar os jovens". A convicção foi manifestada pelo professor catedrático Luís Peralta, à margem de uma palestra que, ontem, decorreu no Visionarium - Centro de Ciência do Europarque, no âmbito das comemorações da Semana da Ciência promovida pelo Ministério da Ciência e Tecnologia.

Em declarações ao JN, o professor e cientista da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa considerou que "uma parte do problema do desenvolvimento científico reside em quem dá formação". Luís Peralta explica que "é importante motivar os jovens, mas também as pessoas que lidam com eles".

Acrescentou, ainda, que, "há muito que fazer nesse campo, porque a formação é esquecida". Defende, por isso, um maior número de acções de formação destinadas aos docentes. "Um bom professor influencia de forma decisiva no futuro de um jovem", concluiu.


in JN

4 comentários:

Dude disse...

Esta mesma posição foi ontem defendida pelo Prof. Nóvoa (julgo que é assessor da ministra, se não estou enganado) no debate Prós e Contras na RTP1.
Ele frisou claramente as duas situações referidas neste artigo.
Parece-me que a ministra também tem plena consciência disso.

Prof24 disse...

Espero que sim.

É preciso não esquecer que os profesosres não são missionários - são profissionais do ensino.

Já agora: em Inglaterra, ao fim de tantos anos de desinvestimento no ensino (no ano passado aprovaram uma lei que "dava" x valores aos alunos nos testes que fossem susequentes à morte dos respectivos animais de estimação...), acordaram agora e chegaram à conclusão de que nãotêm professores, nem têm professores com qualidade. Motivo: anos e anos de "pedagogias iluminadas", de experimentalismos educativos e desvaloorização do papel do professor.

Cá, talvez tenhamos tempo de emendar a mão.

Anónimo disse...

Penso que não! Infelizmente qualidade custa dinheiro e a educação não é (apesar de todos os discursos em contrário uma prioridade) uma prioridade. O que se passa é, por um lado, afastar do mercado de trabalho uma quantidade apreciável de jovens quer através do prolongamento da escolarização sem que uma formação altamene especializada possa vir a ser aproveitada (são milhares os licenciados desempregados)e ao mesmo tempo excluir do sistema outros milhares que assim ficam sem qualquer qualificação minima. Com o rumo traçado (o alargamento da escolaridade até ao 12º ano e as novas medidas miraculosasa de "guarda" de crianças pelos professores) é o agravar desta situação com muitos professores a abandonarem a profissão por não verificarem qualquer valorização ou fim.
É claro que será preciso "mascarar" a situação para inglês ver. Nessa altura o insucesso poderá ser reduzido com "avaliações extraordinarias" no final do ano lectivo atribuindo diplomas a alunos mediocres (que o são porque o sistema de ensino e, infelizmente os próprios pais, os estimulam a ser). Infelizmente esses jovens serão trabalhadores mediocres justificando a baixa produtividade que graça na actividade económica portuguesa.
Enfim, est-se a cavar ainda mais o buraco onde estamos enfiados. É extraordinário! Mas enfim também a mediocridade chega aos nossos governantes!

Anónimo disse...

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